Cresce interesse em responsabilidade social

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Amanhã (26/03), o Instituto Akatu Pelo Consumo Consciente, o Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social e a Market Analysis Brasil divulgarão o relatório “Responsabilidade Social das Empresas – Percepção do Consumidor Brasileiro, Pesquisa 2006-2007”. Os resultados da pesquisa 2007 mostram que 77% dos brasileiros têm muito interesse em saber como as empresas tentam ser socialmente responsáveis, índice que revela estabilidade se comparado aos dados registrados nos levantamentos anteriores (2004 – 72%; 2005 – 78%; 2006 – 75%). A parcela composta pelos formadores ou líderes de opinião apresenta resultados mais positivos. Neste segmento, que corresponde a 14% dos entrevistados, 65% revelam debater com freqüência o comportamento das empresas quanto à RSE, ante 41% da população em geral.


O número dos que atribuem às empresas um papel que vai ´além do meramente econômico, incluindo também o estabelecimento de padrões éticos mais elevados e a construção de uma sociedade melhor´ diminuiu: 51% expressaram esta opinião no levantamento de 2006, ante 64% em 2004. Por outro lado, a pesquisa 2007 demonstra que o percentual médio dos entrevistados que manifestaram expectativas com as chamadas responsabilidades cidadãs das empresas (´ajudar a resolver problemas sociais´, ´ajudar a reduzir a distância entre ricos e pobres´, ´apoiar políticas e leis favoráveis à maioria da população´ e ´reduzir violações de direitos humanos no mundo´) é de 63%.


O relatório “Responsabilidade Social das Empresas – Percepção do Consumidor Brasileiro, Pesquisa 2006-2007” integra o estudo internacional “Corporate Social Responsability Monitor”, coordenado pela Globescan do Canadá. No Brasil, a publicação foi patrocinada pelo Grupo Carrefour. A pesquisa reúne os dados coletados nos períodos de 3 a 21 de novembro de 2005 (pesquisa 2006) e 17 de novembro a 2 de dezembro de 2006 (pesquisa 2007), junto a 800 pessoas entre 18 e 69 anos, nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife e Brasília.


Premiar e punir – Na pesquisa 2007, 24% dos entrevistados pensaram em premiar ou efetivamente premiaram as companhias socialmente responsáveis, comprando produtos ou falando bem dessas empresas. Por outro lado, 27% consideraram a hipótese de punir ou efetivamente puniram empresas que, em sua opinião, não eram socialmente responsáveis, deixando de comprar produtos ou criticando a empresa para outras pessoas. Em 2004, os índices de premiação e punição registrados foram de 28% e 23%, respectivamente.


Estes percentuais, contudo, já foram muito mais altos: na edição 2000 do estudo, 39% dos entrevistados revelaram ter premiado ou pensado em premiar empresas e 35% declararam ter punido ou pensado em punir. A queda nos percentuais pode ter relação com o fato de que os consumidores não estão ainda suficientemente informados sobre as práticas das empresas em RSE. Um dos indicativos disso é que 51% dos entrevistados na pesquisa 2007 integram o grupo de pessoas que, apesar do alto interesse em RSE, dispõem de muito pouca ou nenhuma informação sobre o tema.


Em comparação aos dados apurados em outros países, o Brasil apresenta grau menor de mobilização tanto no sentido de premiar como de punir empresas. Enquanto os índices brasileiros dos que declararam ter efetivamente premiado e punido empresas no último ano em função da RSE são de 12% e 13%, respectivamente, as médias da América Latina são de 16% (efetivamente premiaram) e 20% (efetivamente puniram). Entre os países em desenvolvimento, os percentuais médios registrados são de 21% (efetivamente premiaram) e 19% (efetivamente puniram) e entre os países desenvolvidos, atingem 34% (efetivamente premiaram) e 39% (efetivamente puniram).


Serviço
Data: 26 de março
Horário: 8h30
Local: Auditório Tom Jobim do Instituto de Formação Carrefour – R. Paul Valery, 255 – São Paulo/SP