Cresce o uso do dinheiro de plástico

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A previsão para o faturamento do mercado brasileiro de cartões de crédito em 2005 é de R$ 127 bilhões, total que representa crescimento real de 18,8% em relação a 2004. Com esse resultado, o mercado deverá registrar crescimento recorde: trata-se do maior percentual registrado desde 2001. Os dados constam da pesquisa exclusiva “Como o consumidor brasileiro utiliza o cartão de crédito”, parte da pesquisa Indicadores do Mercado de Meios Eletrônicos de Pagamento realizada pela Credicard.

Com a expansão recorde prevista para esse ano, o total do consumo dos portadores brasileiros de cartões de crédito passará a representar 11,7% do consumo privado nacional. Com base em dados do IBGE, a Credicard estima que o consumo privado nacional atingirá R$ 1,08 trilhão ao final de 2005 (representando 55,4% do Produto Interno Bruto – PIB). Em 2001, a participação do consumo dos portadores brasileiros de cartões de crédito no consumo privado nacional era de 8,1%. Essa evolução não reflete apenas o sucesso do mercado nacional de cartões de crédito, mas a importância cada vez maior desse meio de pagamento na economia brasileira.

A substituição do cheque pelo cartão continua crescendo. Entre 2000 e 2005, o número de cheques compensados deverá cair 25,4%, enquanto o número de transações com cartão de crédito aumentará 118,8%. A tendência de substituição do cheque pelo cartão vai se manter nos próximos anos, uma vez que o dinheiro de plástico está cada vez mais popular. Em 2000, o número de transações com cheque foi de 2,63 bilhões; com cartões, atingiu 731 milhões de transações. Ao final de 2005, os dados serão de 1,96 bilhão de cheques compensados no ano, para 1,59 bilhão de transações realizadas com cartão.

A pesquisa da Credicard revela também que o cartão de crédito ganha importância como instrumento de crédito. Os dados indicam que, entre as modalidades de crédito disponíveis para o consumidor, o cartão deverá representar, ao final de 2005, 12,5% das operações de crédito realizadas no país. A comparação é feita com outras modalidades de crédito como: cheque especial, crédito pessoal, financiamento imobiliário, aquisição de bens e outros. Mesmo com o forte crescimento de outros meios como o crédito pessoal, o cartão mantém a sua participação.

Um dado bastante interessante da pesquisa é a análise por faixa etária. Os portadores mais jovens, apesar de possuírem renda menor em relação àqueles com mais de 30 anos, atribuem igual valor aos diferenciais do cartão de crédito. Entre outros atributos do cartão, eles valorizam especialmente a praticidade (63,4%); as vantagens no pagamento/crédito e os benefícios. Entre os benefícios, a pesquisa considerou os serviços agregados ao cartão como SAC, seguros, programa de milhagens e serviços de reserva. A pesquisa indica, ainda, que os portadores utilizam o cartão principalmente para compras nos ramos de Alimentação (24,7%), Vestuário (18,4%) e Moradia (14%). Já os ramos que têm maior potencial de crescimento hoje são Turismo e Entretenimento, Saúde e Educação.