Cross device, caminho para o e-commerce

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A Criteo reuniu publicitários, gerentes de marketing e membros da equipe de liderança Criteo para debater o futuro do marketing digital. Entre os assuntos, esteve o cross device, que nada mais é do que alcançar os usuários em seus diversos dispositivos de acesso a Internet. Atualmente, os indivíduos acessam a rede em qualquer lugar que estejam, o que significa que não é mais somente pelo desktop dos computadores. Hoje há os notebooks, netbooks, tablets, smartphones e outros pontos de contato que os deixam conectados 24 horas por dia. Mas o que isso significa para o mundo do marketing? 
Quer dizer que, antigamente, as propagandas eram feitas de forma que atingisse a população em massa. Hoje, as pessoas querem se sentir especiais e únicas. Por conta disso, anúncios personalizados e em locais que elas frequentemente acessam são cada vez mais importantes e geram mais resultados. Por exemplo, é mais interessante para um consumidor ver um anúncio dinâmico do produto que ele busca em seus variados dispositivos do que ver um anúncio que para ele não é interessante em uma grande mídia. O grande diferencial é identificar que uma determinada pessoa, em busca de algum produto, está acessando o site dos dispositivos A, B e C.
O mundo tem aproximadamente sete bilhões de pessoas e, segundo dados do EMarketer, cerca de 4,55 bilhões são usuárias de telefones móveis. Isso fez com que as marcas passassem a mudar sua maneira de interagir com os clientes, pois estes querem uma experiência mais consistente de dispositivo para dispositivo. As estratégias cross device têm muitos benefícios, mas ainda é um tabu para muitos publicitários, que as consideram complicadas. É necessário entender que a tecnologia mudou o mundo do varejo. Há uma constante atualização na maneira que os consumidores pesquisam e compram. Uma pesquisa feita pela Forrester aponta que a receita dos Estados Unidos, vindas de webrooming (processo de comprar e pesquisar online antes de se dirigir a loja e fechar o pedido), irá passar de US$ 1,8 trilhão em 2017. Isso tende a ser uma realidade também em outros países.
Mundialmente falando, a partir de 2016 os varejistas perceberão que mais de 50% das vendas online virão do mobile. Atualmente, mais de um terço das vendas são realizadas em dispositivos diferentes de onde a intenção de compra foi identificada primariamente. Os anúncios por meio de desktops, laptops, telefones celulares e tablets deve alcançar US$ 161,4 bilhões ainda neste ano e US$ 181,4 no próximo. Além disso, a participação dos dispositivos móveis nos gastos com publicidade digital deverá crescer rapidamente e passar de 15,8%, como era em 2013; para 44,3 %, em 2016. Os dispositivos móveis são alguns dos principais impulsionadores do consumo de mídia digital, da mesma forma que é responsável por mais da metade do tempo total gasto pelos consumidores em mídias digitais – um percentual maior que da TV.
“Como resultado, é imperativo que os anunciantes considerem a plataforma móvel como central para sua estratégia de publicidade e possam encontrar maneiras de integrar o que estão fazendo para desktop e offline com suas estratégias para tablets e smarthphones. O desafio é analisar com sucesso o comportamento de navegação do usuário entre os dispositivos e seu retorno sobre o investimento”, destaca Alessander Firmino, diretor-geral da Criteo no Brasil. 
O Brasil ainda é um mercado emergente quando se fala em comércio mobile. Em 2014, 10% das vendas online foram realizadas pelos dispositivos móveis. Baseado nesses dados, é essencial que as áreas de marketing das empresas percebam que é um nicho muito acessível de mercado e o potencial de crescimento na conversão de vendas é grande. “É inegável que a tecnologia hoje é companheira do ser humano. Mostrar que ela pode ser uma aliada e facilitadora na vida dos usuários na hora de realizar suas compras é o caminho para ter sucesso em qualquer e-commerce”, finaliza o diretor.