Decidir, agir e crescer

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Armando Correa de Siqueira Neto

Há certas decisões necessárias na vida que nos fazem tremer de medo mediante a atitude que se deve ter. Embora não seja uma tarefa fácil decidir e agir, o fato é que, mesmo contrariados, a ação precisa tomar o lugar da acomodação. Se nós tornamos a indecisão parte dos hábitos, dificultamos o próprio desenvolvimento. Ou seja, as atitudes nascidas de decisões a serem tomadas fazem parte do enfrentamento a obstáculos existentes no processo de crescimento e evolução humana.

Naturalmente, para se agir é preciso que se pense antes. Tomar decisões precipitadas pode nos levar a resultados ruins, ainda que esta possibilidade faça parte do processo de erro e acerto na experiência de vida que se avoluma com o tempo. No entanto, é possível que o medo se disfarce de ponderação e crie um esconderijo para a atitude, prendendo-a as correntes da imaturidade e da dependência. Pouco se cresce e, conseqüentemente, mantém-se dependente de outra pessoa ou de uma dada circunstância para que se resolva o impasse causado pela falta de ação. Por outro lado, é relevante lembrar que há casos em que a interferência de terceiros é tão enraizada enquanto parte da questão, que a paciência deve colaborar ao longo da trajetória, na tentativa de dar espaço aos acontecimentos para se obter um desfecho com a contribuição das partes envolvidas.

Portanto, em vários momentos, é preciso descer do muro e se posicionar. Embora o receio de que se possa agradar a alguns e desagradar a outros ocorra por determinada escolha que fizermos, ainda assim, está em nossa responsabilidade o direcionamento que dermos às demandas cotidianas. Não obstante, satisfazer a todos é uma expectativa que traz frustração. Gregos, troianos e até romanos, agrada-se a uns tantos e cria-se mal-estar para outra parcela. A adversidade nos proporciona a benção da opção. Escolher é um benefício que tem um preço a ser pago. Todavia, é passível de se avaliar cada situação. Pensar, ponderar e agir. Custo e benefício.

Vale a pena desenvolver o hábito da decisão, visto ser ele um forte agente de crescimento e maturidade. A cada decisão avança-se e é sensível o engrandecimento que se obtém decorrentemente. Por tal razão, a auto-estima se eleva, vez que, entre os acertos e erros resultantes, destaca-se a crença que se adquire sobre a possibilidade de ser mais e melhor do que se acreditou até então. A capacidade de se realizar muitas coisas é percebida com maior clareza pela experiência causada pelos fatos, estimulando a continuidade e ao hábito de decidir e agir.

Armando Correa de Siqueira Neto é diretor da Self Consultoria em Gestão de Pessoas. ([email protected])