Dezembro registra queda na base do CCF

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De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Informação, Verificação e Garantia de Cheques (Abracheque), o mês de dezembro registrou um saldo positivo de 32.894 de pessoas físicas que deixaram de figurar no Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF) do Banco Central. Da mesma forma, o mês apresentou índice de crescimento de cheques emitidos no País nos últimos dez anos. A movimentação de cheques no varejo cresceu 21,6% de novembro para dezembro de 2003, o que significa um volume de 37,3 milhões de cheques emitidos a mais. Para se ter uma referência, de novembro para dezembro de 2002 o crescimento foi de 14,4%. No mesmo período em 2001 o aumento foi de 0,8%. “A exclusão do nome, cada vez maior, do CCF mostra que estamos aumentando o mercado de crédito”, afirma Pastor. “Em fevereiro de 2003, registramos outro saldo, também positivo, de 108.428 pessoas físicas que deixaram de figurar no banco de dados do CCF.”
Apesar do saldo favorável registrado em fevereiro e dezembro, 2003 registrou mais inclusões que exclusões no CCF. Durante todo o ano, entraram no banco de dados do Banco Central, 5.968.120 pessoas físicas. Na contramão, saíram 5.702.333.
Outro destaque registrado no mês de dezembro de 2003 foi o recorde na emissão de cheques acima de R$ 299,99 (Maior Valor Limite do Banco Central), que devem ser compensados de um dia para o outro. De novembro para dezembro de 2001 foram 300 mil cheques a mais. No mesmo período em 2002, 5,4 milhões folhas de cheque. E em 2003, o crescimento foi de 10,2 milhões. “O valor médio desses cheques, que em 2002 era de R$ 3.199,42, passou, em 2003, para R$ 1.835,33. Isso quer dizer que aumentou o volume de cheques emitidos no varejo, pois para cada cheque que migrou para TED (acima de R$ 5 mil) muitos cheques menores que esse valor entraram no varejo”, afirma Pastor.
Em relação às pessoas jurídicas, os saldos acumulados nos últimos três anos também foram negativos. Em 2001, esse número foi de (-) 38.264. No ano seguinte, foi de (-) 19.336, cerca de 50% a menos. Já em 2003, a diferença voltou a subir e fechou com saldo de (-) 33.274.