Diferenciais competitivos

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Com a crescente competitividade do mercado e os efeitos da globalização, as empresas de tecnologia procuram diferenciais para prosperar e se destacar em seus segmentos. Entre vários aspectos analisados pelos “marketeiros” de plantão, buscava-se diferenciar as empresas principalmente em três aspectos: ter uma carteira de clientes fidelizada, oferecer os melhores produtos e contar com uma boa equipe de profissionais capacitados, tanto para atendimento aos clientes pré e pós vendas, como para o dia-a-dia da empresa.
Entretanto, com a globalização, dois destes fatores perderam o peso que havia há dez anos, entre eles:
– Carteira de clientes fidelizada: conquistar clientes e mantê-los fiéis é uma tarefa muito difícil, pois é o desafio e o desejo de toda empresa. Contudo, as empresas já se deram conta da importância da análise da concorrência. Esta característica torna o mercado competitivo e emparelhado, pois o cliente da empresa “X” é também cliente da companhia “Y”. Então, o diferencial passa a ser o segundo item.
– Produto: oferecer um bom produto ou serviço é, sem dúvida, um diferencial de sucesso. Mas, atualmente, com a tecnologia equiparada, os produtos extremamente competitivos e as diferenças entre um fabricante ou outro são bem sutis. Tanto que, no mercado de TI, os técnicos capacitados são os responsáveis por escolherem os melhores produtos para a empresa. Dessa forma, a escolha é realizada muitas vezes, independente de custos ou de “brands”, por uma equipe especializada. Assim, se destaca o terceiro e último diferencial.
Motivos para se investir em um profissional
Uma boa equipe de profissionais capacitados auxilia o atendimento das necessidades e sugere as soluções para a realidade dos clientes. Por isso, a capacitação do profissional se torna um grande investimento em dois aspectos: o colaborador se sente motivado ao perceber que a empresa está investindo em seu potencial profissional e pessoal e a companhia conta com profissionais especializados para atender as necessidades dos clientes.
Com base nesse cenário, empresas apostam em serviços e treinamentos que buscam suprir o mercado de mão-de-obra qualificada. O objetivo é estabelecer um canal de confiança, em que tanto o cliente quanto o fornecedor saibam quais são os requisitos relativos à qualidade e à segurança dos serviços.
Segundo dados da Associação Brasileira de Empresas de Software e Serviços para Exportação (Brasscom), até 2010, serão necessários 100 mil novos profissionais na área, no mercado nacional. De acordo com IDC (International Data Corporation), o setor de TI deve gerar 630 mil novos postos de trabalho na América Latina entre os anos 2006 e 2009, com destaque para as contratações no Brasil. O estudo diz que ao todo são 892 mil trabalhadores, 47% do total de vagas existentes em toda a América Latina.
Importância das certificações no país
O Brasil hoje conta com uma gama de cursos especializados por meio de centros de treinamentos voltados para atender TI. As certificações permitem comprovar se os profissionais envolvidos têm o perfil necessário para o core business, conhecem a tecnologia que o fornecedor trabalha e tem o domínio do seu portfolio de produtos e serviços.
Com empresas que atuam como centros autorizados ou ministram treinamentos próprios, os cursos sobre tecnologia da informação são importantes aliados do profissional que deseja melhorar posicionamento no mercado.
Os ambientes empresariais estão deixando de ser homogêneos e, por isso, o administrador deve ter aptidão para trabalhar com diferentes sistemas e tecnologias.
Os profissionais capacitados e certificados demonstram o diferencial competitivo que uma empresa possui, pois reduzem falhas, geram reconhecimento e ampliam seu negócio. O mercado de certificação é o caminho tanto para as companhias quanto para seus funcionários.
João Dalla é gerente de operações da CTT Brasil, empresa especializada em cursos de educação na área de tecnologia da informação.