Difícil, mas há luz!

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Trocar conhecimento e opinião é uma atividade saudável e essencial. Principalmente, entre empresas, pois permite com que se atualizem no mercado, realizem networking e tenham maiores perspectivas sobre o atual cenário. Ainda mais em um momento como este, em que a crise, vinda de anos anteriores, chegou com força em 2015 e abalou praticamente todos os setores, bem como a população de um modo geral. Com objetivo de mostrar e questionar as mudanças que essa fase trouxe aos negócios, bem como quais caminhos seguir para driblar momento negativo, que o XIV Encontro com Presidentes reuniu diversos líderes, ontem (26), no Espaço do Bosque, em São Paulo.
Nos dois painéis do congresso, os participantes deixaram claro que a turbulência pela qual o País está passando está longe de ser apenas econômica. Como foi levantado por muitos, essa má fase é fruto, principalmente, de uma crise política. Segundo Romeu Cha Chap, presidente da Construtora Chap Chap, não deveria haver surpresas sobre esse período de agora, pois já vinha se desenhado no horizonte, resultado de uma falta de ajustes que não foram realizadas nos governos anteriores. “O governo acabou gastando demais com os programas sociais e o dinheiro acabou. Agora estamos pagando a conta”, afirmou o executivo, durante o primeiro painel. 
O mesmo pensa o presidente da Uptime, Sérgio de Souza Monteiro, que vê a criação de um estado de utopia, por conta daquele cenário mais positivo de anteriormente. Para ele, houve um incentivo ao consumo desenfreado, porém sem o salário acompanhar o crescimento na mesma proporção, o que se fez surgir uma bolha. Até que esse modelo, na visão dele, chegou ao fim. Ainda sobre isso, Topázio Silveira Neto, presidente da Flex RR, conta que mesmo na melhor fase do País, o Governo não soube reduzir custos, sobrando para as empresas. Chegando ao desafio de hoje, que é lidar com os repasses, coisa que nem todos estavam preparados. “O quadro mudou e temos que nos adaptar a nova realidade”, afirma.
Quê nova realidade seria essa? Para Jefferson Frauches Viana, presidente da Wayback e do Instituto Geoc, é hora de pensar no que fazer de diferente. “Criar novas estratégias, investir em novas tecnologias. É hora de mudar”, aconselha. Assim como fizeram as empresas dos presidentes que participaram do segundo painel. Mesmo passando uma crise de credibilidade, vivida por todos os brasileiros, eles não desistiram de acreditar que podem encontrar meios de ter maior controle e até melhores resultados nesses tempos ruins. E para estar nesse caminho de mudança não há outra forma, senão investir em inovação e procurar oportunidades para o sucesso. “A modernidade modifica o modo das pessoas das pessoas pensarem e agirem. Essas inovações mechem com a população. É fantástico!”, pontua o presidente da Centra Nacional Unimed, Mohamad Akl. 
E se há uma pessoa que sabe que as oportunidades podem estar nas inovações é Diego Perez, sócio e co-fundador da Star Me Up, portal de investimento colaborativo, que permite a qualquer pessoa investir em pequenas e médias empresas, geralmente, startups. “A gente busca fomentar o pequeno empreendedor, porque o banco cobra juros altos, tem muita burocracia e quando ele vê o trabalho que pode ter e custo, pode nem criar a empresa ou ter dificuldade para crescer”, explica. Sem contar que com tal incentivo, as chances do mercado se aquecer e girar serão maiores, o que pode beneficiar a economia como um todo no futuro. “Diria mais, olhos que choram olham para as crises. Olhos que enxugam as lágrimas olham para as oportunidades”, acrescenta.
Outro ponto fundamental é olhar para o cliente para entender suas necessidades. O presidente da Data Popular, Renato Meirelles, que mostrou o crescimento da nova classe média por meio de suas pesquisas, avalia que é essencial as empresas entenderem os clientes, em qual classe está inserido, sua cultura, pensamento, preferências de consumo, para ter noção de como seus produtos são distribuídos. Principalmente, se desejam ter sucesso nesse momento, pois o consumidor tende a gastar menos. “Empresas que querem sair da crise devem investir fortemente no relacionamento com cliente. É preciso ser parceiro dele. E, para isso, é preciso se colocar no lugar do cliente. O tamanho do crescimento do negócio é diretamente proporcional ao quanto dos consumidores se consegue atingir”, pontua.
E O PRÊMIO ELOGIEAKI VAI PARA…
Ainda durante o evento, foi realizado um almoço de premiação, que reconheceu as empresas mais elogiadas do País com o 3º Prêmio ElogieAki. As empresas foram escolhidas de acordo com a opinião e avaliação do humor dos clientes. As grandes vencedoras do dia foram Netshoes e Sodexo, com a maior quantidade de elogios; e a Uptime, pela maior quantidade de pontos. Além disso, também foram homenageadas por categoria: Magazine Luiza , em “Lojas de Departamento”; Rekinte Interiores, “Móveis e decoração”; C&C, “Construção Civil”; EF Englishtown, “Ensino de idioma on-line”; Nube, “Empregos e RH”; e Caixa Seguradora, “Setor de Seguros”.
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