Dinheiro da 3ª idade também vale, e muito!

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Autor: Claudio Cruz
A pesquisa “Maduros: hábitos de consumo dos 50+”, da MindMiners, revelou que 57% das pessoas com mais de 50 anos de idade dizem precisar de produtos e serviços voltados para a sua idade. Mas, fica uma questão: será que realmente existe essa escassez de itens ou eles não são devidamente valorizados no ponto de venda?
 
O assunto deve estar no radar do comércio e do varejo, pois a população já ficou mais velha, e mais ainda, está envelhecendo com o desejo de se manter viva, ativa, independente e segura. Ativa, a terceira idade está, pois de acordo com o estudo, 49% da população entrevistada se mantém economicamente plena. Dessa forma, creio que já é hora de parar para entender e atender o que esse público precisa e quer. A ideia é não negligenciar o atendimento à terceira idade, perdendo, assim, excelentes oportunidades de negócio com esses potenciais clientes.
 
Pensando nesse público, minha recomendação é que os líderes do comércio e do varejo preparem o ponto de venda com:
 
Variedade de itens
Invista no mapeamento do perfil do seu público, incluindo limitações, desejos e necessidades. Procure entender quais produtos ou serviços eles gostariam de ter à disposição e, sempre que possível, ofereça sortimento adequado de cada demanda. Cuide para que os itens fiquem agrupados de maneira estratégica e com fácil acesso.
 
Estrutura física
É fundamental que o ponto de venda seja bem iluminado e acessível, tenha som ambiente com volume agradável e esteja equipado com portas largas, corrimão e rampa de acesso. Assim, atende-se tanto as pessoas que estão envelhecendo quanto as que têm dificuldade de locomoção, gerando um espaço confortável para o público em geral.
 
Comunicação visual adequada
A pesquisa da MindMiners revela também que, no processo de compra, uma parcela do público sênior faz busca por informações de produtos e faz compras pela internet. Então, se esse consumidor visita a sua loja, não perca a oportunidade de ajudá-lo a se decidir pela compra, lembrando que o cartaz está entre os meios de comunicação mais eficientes entre o produto/promoção e o cliente. Para reduzir os riscos de erros operacionais e ganhar em padronização, eficiência e economia financeira e de tempo, invista em um cartazista eletrônico. As versões oferecem desde campanhas sazonais, com temas de época como também formas de venda mais atrativas como clube de vantagens e cliente VIP, padronizando a comunicação em pontos de venda de diferentes localidades.
 
Comodidade além da compra
Caso seja possível e fizer sentido para o seu negócio, agregue ao estabelecimento serviços complementares, como área de descanso e alimentação, além de caixa eletrônico. A disponibilidade de veículos para fazer entregas de mercadoria, ainda que haja cobrança de frete, pode ser outro diferencial seu diante da concorrência.
 
Experiência
Investir em experiência junto ao público da terceira idade pode ser decisivo, sobretudo com ações que estimulem a memória afetiva. Um cheiro, um sabor, um costume do passado, pode fidelizar esse público e gerar retorno financeiro e de construção e reputação da marca/loja. Sem esquecer, claro, no tamanho ideal dos cartazes e informação, facilitando a leitura e visualização.
 
A certeza que fica é de que o comércio possui um nicho a ser bem explorado, considerando o público maduro, da melhor idade, como um consumidor potencial. Sem dúvida, há um desperdício de venda e uma ótima oportunidade para quem quer se destacar diante da concorrência, sobretudo, num momento em que as vendas no varejo brasileiro avançaram menos do que se esperava: 0,1 por cento em junho na comparação com o mês anterior e caíram 0,3 por cento sobre um ano antes, segundo informou o IBGE. A expectativa era de um aumento de 0,5%. Pense nisso!
Claudio Cruz é CEO do Tagsell.