Diversificação no e-commerce

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Hoje, a inovação é um fator importante para o mercado. Ainda que não seja essencial, quando uma empresa se apresenta inovadora e atualizada, com certeza, conquista maior atenção entre os consumidores. Até mesmo no setor visto como mais moderno do mercado a diversidade é sempre bem-vinda. No e-commerce, a mudança ocorreu na forma como a compra é realizada ao surgir uma nova forma dos clientes entrarem em contato com os varejistas e obterem seus produtos, que é o marketplace. “Investir em marketplace pode ser uma forma inteligente de diversificar a venda de seus produtos em canais alternativos, pagando comissão apenas para vendas realizadas e evitando gastos operacionais internos e altos gastos em marketing e divulgação”, aponta André Ricardo Dias, diretor de inteligência e pesquisa do E-bit.
Apesar de estar em evolução no País, segundo avalia o diretor, o marketplace é um modelo de mercado que ainda precisa percorrer um longo caminho, pois os clientes ainda se sentem muito inseguros quanto ao seu funcionamento e não entendem muito sobre a responsabilidade que cada um possui neste ciclo de compra. Mas já “está bem evoluído tecnicamente no Brasil, onde lojistas conseguem facilmente se integrar e começar a vender em grandes varejistas”, afirma. Funcionando de forma semelhante à dinâmica das franquias, de fato, investir nesse mercado, em que se utiliza a marca e infraestrutura de outra empresa, há vantagens e desvantagens.
Para as empresas donas de sites de marketplace, Dias afirma que, entre as vantagens, estão: maior variedade de produtos oferecidos; maior chance de melhorar receita; aumento da conversão e fidelização de clientes; e crescimento de mercados de nicho, com produtos que a empresa não possua um mix próprio. Por outro lado, não há muito controle em fatores que envolvem qualidade, como produto com problemas, ruptura de estoque e prazo de entrega, também não há tanta segurança de desvio de tráfego do cliente, caso prefira sair do marketplace e comprar na loja física, e certeza de um atendimento bem feito. “Já o cliente tem a vantagem de comprar produtos diferentes, de diferentes fornecedores, em uma mesma loja, com maior segurança no pagamento, mas teme pela insegurança na solução de problemas e problemas voltados a prazo e frete”, adiciona o diretor. 
Enquanto, isso, o lojista tem a facilidade de não necessitar investir tanto em marketing para alavancar vendas, uma vez que estará pautado na credibilidade da marca do site, que já é reconhecido entre os consumidores e nem necessitará criar um site próprio. “Entretanto, ele precisa estar atento às taxas de comissionamento, que podem ser altas e até pela pouca flexibilidade em utilizar estratégias próprias de vendas e precisar seguir as regras da loja”, alerta o executivo. 
Além disso, esse é um modelo que ainda precisa de maior reconhecimento do consumidor, pois mesmo podendo haver comentários de outros compradores nas páginas dos varejistas e modos de aferição para saber se a compra é segura, ainda receia de sofrer enganos, seja na não entrega do produto ou deste não corresponder à descrição e foto. “Por este motivo, a fidelização do cliente geralmente ocorre para o marketplace e não para o lojista que está vendendo seu produto”, conta Dias. Por isso é importante em um portfólio qualificado de vendas, procurar sempre manter um nicho diferenciados e com preços competitivos. “Além de ter uma gestão da qualidade de atendimento e serviços, evitando, assim, ruptura de estoque e atraso na entrega”, aconselha ele. “As empresas devem oferecer excelência no atendimento ao cliente e boa experiência de compra, que incluem facilidade de navegação, informações detalhadas de produtos, entrega no prazo e disposição para solucionar problemas.”