E-Consulting analisa mercado de ERP

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O TechLab – Laboratório de Pesquisas, Estudos e Análises Tecnológicas – da E-Consulting, Boutique Digital de Conhecimento, estima que o faturamento do mercado de ERP na América do Norte totalizará em torno de US$ 2,12 bilhões este ano, contra US$ 2,39 bilhões em 2001, US$ 2 bilhões em 2002 e US$ 2,07 bilhões em 2003. A mesma pesquisa indica também que o mercado de ERP na Europa atingirá aproximadamente US$ 2,1 bilhões em 2004, enquanto a América Latina movimentará cerca de US$ 268 milhões no mesmo período. O Brasil foi responsável por 52% deste total, ou seja, U$ 139,36 milhões.
“Reconhecemos que o grande mercado mundial de soluções de gestão está nas médias empresas. Na América Latina, em particular, por volta de 61% dos novos negócios das companhias de ERP são provenientes de clientes de médio porte, contra 28% de pequeno porte e o restante de novos projetos em clientes de grande porte. O principal motivo desse considerável volume de negócios é a saturação do mercado de grandes empresas. Estimamos que algo perto de 10% dos novos negócios das empresas de ERP na América Latina provenham das grandes corporações”, analisa Daniel Domeneghetti, diretor de Estratégia da E-Consulting. “Isso porque as novas ondas de ERP nas grandes empresas são menos softwares e licenças e mais desenvolvimento e integração, ou seja, serviços, na grande maioria das vezes desenvolvidos por integradores parceiros”, completa Domeneghetti.
Segundo dados da empresa, entre 2002 e 2004, os investimentos em sistemas de supply chain e CRM – Customer Relationship Management – cresceram por volta de 28% e 19% ao ano, respectivamente. As vendas de aplicativos ERP aumentaram mais gradativamente, não ultrapassando 6% ao ano.
Tendências – Domeneghetti explica que existe uma grande perspectiva de crescimento para o mercado de ERP no Brasil e na América Latina. Esta expansão, no entanto, será limitada aos mercados mid-range e low-end. O segmento high-end, na opinião do consultor, apresenta poucas oportunidades de novos negócios e seu maior crescimento deve acontecer nas áreas de consultoria e prestação de serviços.
“A tendência, cada vez mais clara, de integração de toda a cadeia de supply chain, levará as pequenas e médias empresas a adotar software ERP a fim de melhorar essa integração com seus fornecedores, clientes e parceiros. Para tanto, as empresas de ERP terão de se esforçar para diminuir o preço de suas aplicações, bem como obter vantagens competitivas com a customização total dos seus sistemas”, alerta Domeneghetti.
Outro caminho, de acordo com Domeneghetti, é a união das empresas com fabricantes de sistemas operacionais, como, por exemplo, a parceria firmada entre SAP e Red Hat em 2002, marco nesse tipo de colaboração. A primeira, reconhecendo o potencial do mercado Linux, tem direcionado o desenvolvimento de seu ERP em conjunto com o do kernel Linux, com o objetivo de melhorar seu desempenho, performance e estabilidade.
Domeneghetti lista mais algumas tendências que devem ser agregadas pelos fornecedores de ERP:
– Componentização para WebServices, Foco na Internet e Shared Services: “a possibilidade de operação de módulos via Internet, componentização para WebServices e a implementação de soluções de e-business são fatores que não devem ser negligenciados por nenhum desenvolvedor de ERP. Essas funcionalidades estão sendo incorporadas paulatinamente aos principais softwares e permitem não somente a interação com os clientes, fornecedores e parceiros, mas também a sua utilização pelos próprios funcionários da empresa, por meio de qualquer navegador. Outra funcionalidade que não pode ficar de fora são os módulos de e-procurement.”
– Portal e Gestão do Conhecimento (KM): cada vez ganham mais adeptos, se transformando nas evoluções naturais das ondas atuais de ERP nas grandes empresas, seja a partir dos módulos nativos das plataformas de ERP, seja via integração com sistemas paralelos de KM e Portal.
– BI (Business Intelligence): quase todos os principais fornecedores de ERP já implementaram ou estão implementando ferramentas de BI. E as empresas, por conta da implantação de modelos de gestão do tipo BSC, investem cada vez mais em BI.
– SCM (Supply Chain Management): grande parte dos sistemas de ERP já incorporaram as funcionalidades do Supply Chain, vendendo a idéia de que, depois da integração dos processos internos da empresa, surge a necessidade de integrar toda a cadeia, incluindo clientes, fornecedores e parceiros.
– CRM (Customer Relationship Management): os módulos de CRM podem incorporar também a automação das vendas, atualizando máquinas, suporte a call center, telemarketing e vendas via Internet, entre outras funcionalidades.