E-consulting e Camara-e.net lançam indicador B2B

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A E-Consulting, Boutique Digital de Conhecimento, anuncia, em parceria com a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Camara-e.net) o B2BOL – índice trimestral do business-to-business on line no país. “Vamos medir, a cada três meses, o volume das transações entre empresas ocorridas no ambiente digital. A análise será feita desde a ponta de compra (e-procurement) até a ponta de venda (e-sales), abrangendo todas as formas e modelos de transação on line entre empresas”, explica Daniel Domeneghetti, diretor de estratégia da E-Consulting.
“A finalidade do novo indicador é alcançar um parâmetro para o mercado de transações eletrônicas feitas entre empresas, na mesma linha do índice de varejo on line (VOL), que indica o volume mensal do comércio eletrônico (B2C) realizado no mercado brasileiro”, complementa.
“Com o lançamento do B2Bol, criamos um índice fundamental para a Economia Digital no Brasil”, afirma Cid Torquato, diretor executivo da Camara-e.net. “Os negócios on line entre empresas contribuem para o desenvolvimento e a modernização das relações econômicas no país, com ganhos significativos de produtividade e competitividade em todos os níveis.”
De acordo com o levantamento da E-Consulting, o B2B praticado entre as trinta maiores empresas do país, que representa cerca de 90% de toda a movimentação brasileira, alcançou R$ 30,5 bilhões de janeiro a março de 2003.
Já o B2B realizado entre e-marketplaces independentes – os chamados mercados digitais – atingiu R$ 3,6 bilhões no mesmo período. O B2B total registrado no primeiro trimestre deste ano chegou, portanto, a R$ 34 bilhões.
“A pesquisa nos ajuda a concluir que o mercado de B2B no Brasil já soma um volume razoável, embora ainda pequeno, uma vez que as micro, pequenas e médias empresas (PMEs), em sua grande maioria, não reúnem as condições ideais para transacionar on line. Falta capilaridade, por isso os valores ainda são pequenos. É necessário entender que B2B não é somente transação entre grandes empresas e multinacionais”, diz o diretor de estratégia da E-Consulting.
Segundo Domeneghetti, o B2B só irá funcionar no país se as grandes empresas, em parceria com as associações de classe e até com o governo, ajudarem as demais a se digitalizarem. “As companhias de grande porte só irão rentabilizar seus investimentos em tecnologia quando se integrarem às micro, pequenas e médias empresas participantes da sua cadeia de valor – os fornecedores, revendedores e distribuidores. Para isso acontecer, é preciso potencializar a entrada das PMEs nesse mercado e reduzir os custos operacionais”, conclui Domeneghetti.