ECR Europa define próximos objetivos

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Na reunião mais recente realizada pela ECR Europa, organização que congrega as entidades responsáveis pelo desenvolvimento e disseminação do conceito de Resposta Eficiente ao Consumidor, ou seja, as melhores práticas para diminuir custos e aumentar a eficiência na cadeia de abastecimento, realizada em Bruxelas (Bélgica), os presidentes de ECRs de 30 países, entre eles, Cesar Suaki, presidente pelo varejo da entidade brasileira e diretor-executivo da área de Supply Chain do Pão de Açúcar, realizaram um diagnóstico da situação atual e um levantamento dos principais desafios para a consolidação do conceito no mundo.

Os principais pontos foram a necessidade de tornar o ECR um processo regular em toda a cadeia de abastecimento, focado no consumidor e agregando valor aos olhos do cliente. Para isso, apontam os dirigentes, é necessário reavaliar as estratégias e táticas de mercado das empresas diante de um cenário onde cresce a importância do sistema de hard discount (loja de pequeno porte, de até 500 metros quadrados, que trabalha com marcas próprias, linha de produtos reduzida e os preços chegam a ser 30% a 50% inferiores aos das marcas líderes da indústria), que vem ganhando crescente participação no mercado europeu.

A partir desse diagnóstico, os participantes da reunião do ECR Europa definiram também alguns projetos prioritários como: continuidade do programa de redução de rupturas, desenvolvimento das shelf-ready packaging (embalagens prontas para exposição na prateleira, que permitem a redução de custos operacionais, facilita a movimentação e amplia o foco do marketing, considerando a comunicação com o consumidor ao longo de toda cadeia), a sincronização de dados, aumento do valor dos serviços oferecidos aos clientes e a utilização sistemática do ECR Scorecard, para medir o grau de integração das empresas.

Os presidentes de ECRs apontaram alguns obstáculos e dificuldades para colocar em andamento esses projetos, entre eles, a quantidade reduzida de varejistas que participam das iniciativas de ECR, as barreiras que ainda existem no compartilhamento de informações entre a indústria e o varejo, as limitações em transformar a gestão de rupturas de empresas individuais em processos integrados ao longo de toda a cadeia de abastecimento e a falta de instrumentos adequados para avaliar o progresso da gestão colaborativa e da eficiência dos negócios.

Na opinião do superintendente da Associação ECR Brasil, Claudio Czapski, apesar das diferenças geográficas e de modelos de negócios, as questões centrais debatidas na reunião do ECR Europa são aplicáveis a todos os países que trabalham com o conceito. Ainda, segundo Czapski, a entidade vai procurar alinhar suas atividades e prioridades com as do ECR Europa.