Empresa – paradigmas do insucesso

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Após pesquisas realizadas por grandes “experts” em consultoria de empresas, uma resposta objetiva foi encontrada para a pergunta: “quais os verdadeiros paradigmas de uma empresa para não ser competitiva e, possívelmente, levá-la ao fracasso nos mercados globalizados do momento”? O insucesso da empresa passa, obrigatóriamente, por duas vertentes essenciais: uma decorrente da cultura empresarial e uma outra inerente à postura comportamental de seus colaboradores.
Entre as múltiplas razões do insucesso da empresa, destacamos: a filosofia da empresa está mais direcionada para a fidelização dos seus clientes do que a melhoria de sua dedicação e encantamento dos clientes, ao lado de uma ausência absoluta de tornar-se competente. Conseqüentemente, não investe na inovação e modernização, utilizando-se das novas tecnologias do conhecimento e da informática para alavancamento de novos negócios ou a implementação de um marketing de relacionamento com os clientes, força poderosa da empresa na modernidade. O grande equívoco reside no fato de que a empresa não permite que os seus colaboradores sejam, contínuamente, treinados, reciclados ou até mesmo melhorados, sob a alegativa que tais ações redundam em “custos inúteis” e não em investimentos para a competência da empresa. Como decorrência desta política equivocada, tais empresas não têm uma ética interna e até mesmo externa, faltando com a valorização dos seus recursos humanos, comprovadamente, o grande capital e diferencial da empresa competitiva.
A gestão dos seus recursos humanos está mais direcionada para identificar pontos fracos do que pontos fortes dos seus colaboradores. Segundo o prof. Maurício Gois, da Ondec Brasil, tais empresas estão esclerosadas, persistindo o paradigma superado de que uns mandam e os demais obedecem, com ausência total de participação e comprometimento dos mesmos pela lucratividade da empresa. Prevalece a ausência total da sinergia, isto é, um esforço simultâneo e harmônico de todos para um objetivo comum – a empresa. Nesta linha de valorização dos seus recursos humanos, um outro equívoco constatado é a sonegação de informações para os colaboradores, entendemos que tal filosofia, hoje superada, leva a um indisciplinamento hierárquico. Empresas, segundo o Prof. Maurício Gois, faltam com uma visão correta dos seus clientes e colaboradores, não encontrando neles um capital de sobrevivência, na modernidade. Muitas empresas que assim agem, vivem com a síndrome de reuniões: a qualquer problema surgido, marca-se uma reunião, as quais são feitas não para encontrarem a solução objetiva dos problemas, mas, ampliarem a dimensão dos problemas.
Em relação aos colaboradores, encontram estes ambiente favorável para que se sintam descomprometidos com o sucesso da empresa, deixando de assumirem uma postura de co-responsabilidade pelo seu sucesso, entendendo que a empresa não é deles e que, conseqüentemente, fazem o mínimo necessário, tendo como objetivo maior tão somente assegurarem o seu emprego. Os seus sentimentos humanos são feridos pela falta de valorização dos seus valores de pessoa humana, como sentimentos, auto-estima, valores pessoais e profissionais, família, necessidades sociais e o denominado salário satisfação.
Em síntese, o sucesso e competência da empresa passam, obrigatóriamente, pela cultura empresarial em relação aos seus colaboradores e clientes, devendo, assim, haver uma interação harmônica entre ambos.
João Gonçalves Filho (Bosco) – Administrador de Consórcio ([email protected]).