Empresas criam métricas de sustentabilidade

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O grande ganho das empresas de economia digital com a Rio+20 é que, a partir de agora, será mais fácil medir o quanto elas estão efetivamente alcançando metas de desmaterialização. Um pacto de sustentabilidade foi assinado no evento por cerca de 23 empresas que compõe o comitê de sustentabilidade. “Essas empresas estão empenhadas em aliar a inovação às ações sustentáveis. Isso vai mudar os paradigmas do setor. As discussões sobre sustentabilidade sempre estiveram restritas ao setor produtivo, mas temos que observar que, hoje em dia, quem faz a relação do homem com o meio ambiente é a tecnologia”, diz Ludovino Lopes, presidente da Camara-e.net, Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, acrescentando que já estão em desenvolvimento as métricas capazes de mostrar os impactos positivos da economia digital no uso sustentável dos recursos naturais e na eficiência energética.

 

“Essas métricas poderão gerar uma certificação tanto para empresas públicas, quanto privadas. Elas mostrarão quanto a empresa economizou de água e de energia ao desmaterializar os processos”, explica Renato Martini, presidente do ITI, Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, que financiará os estudos para o desenvolvimento desta nova metodologia.

 

Além da carta de intenções do pacto, foi selado um termo de cooperação entre a Camara-e.net e a FIA, Federação Interamericana dos Advogados, as entidades pretendem criar um fórum privilegiado para a troca de conhecimento sobre a economia digital sustentável e a legislação internacional que aborda o tema. “Este convênio é um laboratório de direito eletrônico e um dos objetivos é replicar este conhecimento para outros países das Américas”, informa Leonardo Palhares, conselheiro e presidente do comitê de tecnologia da FIA.

 

A desmaterialização dos processos e, consequentemente, da economia; o incremento da utilização de documentos digitais; a eficiência energética por meio da redução do uso de combustíveis; o uso eficiente de insumos como papel e tinta e a melhoria da mobilidade urbana são as principais metas do pacto.