Era uma vez… o storytelling!

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Em uma realidade não tão distante, uma empresa amaldiçoada pelo terror do mercado saturado, já não sabia mais o que fazer para conseguir conquistar atenção de seus clientes e, assim, construir um reino de sucesso e permanecer feliz para sempre no mercado. Não, não é um conto de fadas, na verdade, é uma situação que faz parte do dia a dia de muitos negócios e para conseguir os seus resultados efetivos, principalmente, em cenários tão desfavoráveis, chega, quase como se estivesse montada em um cavalo branco, uma estratégia de marketing que vem crescendo cada vez mais no mercado, o storytelling.

Por mais que contar histórias não seja uma prática nova na vida das pessoas – muito pelo contrário, já existia desde os homens das cavernas, que registravam seus avanços nas paredes, ela tem se mostrado bastante benéfica no mundo corporativo, por conta do alto poder de chamar a atenção do público-alvo. “As pessoas se deram conta que o storytelling é uma arma poderosa para a fidelização do cliente”, afirma Fabio Mattos, sócio da SOAP. Não somente isso, como ressalta o especialista em vendas, José Ricardo Noronha, é mais alternativa de diferenciação competitiva. Ainda mais nesse mercado “cada vez mais caracterizado por organizações, produtos e serviços similares e, muitas vezes, rigorosamente iguais”, como considera.

Na verdade, é justamente o poder que uma história possui sobre as pessoas que faz com que esta técnica cresça na quantidade de adeptos. As empresas perceberam que por meio dela os consumidores são capazes de ficarem mais engajados e fidelizados à marca. Além disso, cria-se um laço mais fortificado em razão do alto grau emocional que, geralmente, esses enredos possuem. “A grande novidade é a possibilidade de apresentarmos nossa marca e produtos de forma mais humanizada e, assim, aproximar da gente, pessoas e clientes por meio de um laço emocional”, define Adriana Caram Borlido, gestora de comunicação da MRV Engenharia.

Entretanto, Luciana Silva Gonçalves, diretora de marketing e soluções da Algar Tech, conta que o storytelling ainda divide opiniões. De um lado, estão os que acreditam que a estratégia é capaz de suprir exatamente tudo aquilo que o consumidor exige de uma comunicação (rapidez, simplicidade e emoção). Do outro, estão os que veem que o contato deve ser o mais direto possível nos dias de hoje e, talvez, o storytelling não seja tão efetivo. “Esse segundo grupo acredita que precisamos começar pelo ´fim´ e reforçar com storytelling, quando necessário”, explica ela. Mas, a realidade é que ele pode ser utilizado de ambas as maneiras, dependendo apenas de como cada companhia quiser empregá-lo e o tipo de público que se deseja atingir.

Afinal, mais do que nunca, vivemos hoje em uma geração de puro interesse por histórias, ainda mais quando se tratam de contar sucessos obtidos. Então, por que as empresas não poderiam também compartilhar tais momentos com os clientes? Para que o projeto seja bem sucedido, é essencial saber quem é seu cliente e o que necessita é essencial para que a história contada tenha algum significado para ele. Junto dessas informações, ela também deve ter ciência de qual fato deverá ser contado. “Se uma empresa não souber reconhecer a própria história, bem como os elementos que a fizeram chegar aonde chegou, dificilmente saberá contar histórias de seus produtos ou de sua marca para clientes ou stakeholders”, aconselha Gisele Meter, sócia da B! Storytelling.

No caso da Nextel e da MRV Engenharia, o storytelling abriu portas também para que os próprios clientes contassem suas histórias, o que aumentou ainda mais o retorno do público, por conta da experiência positiva. “Foi uma maneira também de incentivá-los e motivá-los a transformar a si mesmo e a sociedade”, conta Meliza Pedroso, gerente de marca e propaganda da Nextel, que, desde 2013, passou a contar momentos de superação dos clientes. Já Adriana diz que o objetivo da MRV foi de passar ao consumidor a imagem que a própria empresa que é de conseguir realizar o sonho de muitos brasileiros, na compra da casa própria. “O que não falta é a possibilidade de encontrar boas histórias, conta-las e deixar que se apaixonem pelo que estamos dividindo. A fidelização é praticamente uma consequência”, admite.
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