Estamos protegidos da pirataria no hardware?

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Os números comprovam. A pirataria no Brasil aumenta cada vez mais. Atualmente a indústria brasileira de TI movimenta US$ 11,2 bilhões. Porém, o setor poderia crescer para até US$ 17 bilhões em apenas quatro anos caso reduzisse a taxa de pirataria local. Ou seja, a redução agregaria US$ 3,2 bilhões à economia local.
A pirataria existe e prejudica muitos setores da economia brasileira. Seus índices influenciam, principalmente, a participação do setor de TI no Produto Interno Bruto (PIB) do país. Porém, para quem está na ponta do consumo ela é vista como um problema vetado ao fabricante dos produtos. Mas pensar assim significa fechar os olhos para o próprio crescimento. Ela não é apenas um problema do fabricante e afeta cada um de nós no momento em que está gerando desemprego e alimentando o crime organizado. O consumidor é prejudicado por este crime mesmo antes de comprar um produto pirata.
Muito comum no mercado de software, a pirataria passa a incomodar outros segmentos do mercado de TI. A onda de falsificações já chegou, por exemplo, ao setor de componentes eletrônicos essenciais de um computador e aparelhos de transmissão de dados. A falsificação de hardware não é tão simples de se identificar quanto à de software. Os componentes falsificados, mesmo para usuários com alguma experiência passam por originais e a falcatrua é tamanha que é possível encontrar os produtos falsos em lojas autorizadas das fabricantes.

Em meio à guerra travada contra a pirataria o consumidor fica perdido. Como reagir e principalmente, como não alimentar esse mercado? Em primeiro lugar, não se deixe enganar por etiquetas do fabricante. Normalmente esses aparelhos não têm assistências locais e são vendidos por valores bem inferiores. Desconfie de aparelhos que indicam transmissões em distâncias elevadas e fique atento para a nomenclatura, que na maioria das vezes é alterada. Os aparelhos falsificados muitas vezes vêm com manual sem tradução e sem especificações técnicas como freqüência e potência.
Dennys Silva é gerente geral da fabricante Senao do Brasil