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Falta gente para assumir o comando?

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Nos próximos sete anos, 50% da força da liderança mundial estará aposentada. Esta é uma verdade contundente que assombra empresas e executivos com uma dúvida fundamental: há líderes prontos para assumir o comando? Influenciados por essa questão, muitos executivos estão reavaliando sua carreira e seus planos de aposentadoria. Estas são as principais conclusões do Executive Quiz, pesquisa periódica realizada pelo Korn/Ferry Institute com executivos de mais de 70 países, incluindo o Brasil.

 

Segundo o estudo, a maioria (52%) pretende adiar os planos de aposentadoria para depois dos 64 anos. Esse índice representa aumento de 8% quando comparado aos dados apurados em 2004 pela Korn/Ferry. O Executive Quiz também revela que 63% dos executivos – o índice chega a 73% no caso dos brasileiros – pretendem estender a atuação profissional por mais tempo do que haviam planejado há três anos.

 

Os resultados também apontam para uma apreensão crescente das companhias em relação à perda de conhecimento gerado/acumulado pela atual geração de executivos no momento de suas aposentadorias. Para 41% dos entrevistados, há um aumento considerável da preocupação de perda de capital intelectual crítico para o sucesso das organizações. Em relação aos dados apurados em 2004, há aumento de 7% nos índices. Igualmente preocupados estão 54% dos executivos brasileiros entrevistados.

 

“Observamos que a questão da sucessão está na agenda do dia dos principais executivos das empresas. Porém, o tema ainda é tratado de maneira muito incipiente no Brasil”, explica Fernanda Pomin, sócia diretora da Korn/Ferry, responsável pela prática de Leadership & Talent Consulting. “Os impactos, entretanto, já são sentidos nas empresas brasileiras. Por isso, é fundamental estar preparado para enfrentar o desafio de ter que substituir um executivo chave caso seja necessário”, alerta.

 

Dados da Korn/Ferry apontam que apenas 1/3 das empresas são efetivas na identificação de futuros líderes. “Isso muitas vezes acontece por que a empresa não define o ponto de partida fundamental: entender qual é o foco do próprio negócio tanto para hoje, quanto para o futuro”, aponta a executiva. “Esse detalhe é essencial para a definição do perfil do executivo ideal para conduzir a trajetória de sucesso sustentável de um empreendimento”, complementa.

 

Também se constatou pelo estudo que a preocupação com a sucessão é anterior aos impactos da crise financeira internacional. Pouco mais da metade dos executivos (52%), que participaram do último Executive Quiz, responderem que a crise não alterou seus planos de aposentadoria. Para os brasileiros, esse índice chega a 60%.

 

Já em relação aos programas de aposentadoria oferecidos pelas empresas, o estudo revela uma apreensão crescente. Cerca de 60% dos entrevistados não estão seguros de que serão atendidos por um programa adequado de benefícios. No Brasil, 46% também partilham da mesma insegurança. Quando comparados aos resultados da pesquisa realizada em 2004, percebe-se que há um aumento de 6% em relação aos índices agora apurados.

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