Fecomercio e Sicredi lançam cooperativa de crédito

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Numa investida para minimizar a carência de crédito para micro e pequenas empresas do varejo paulistano, a Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) fechou parceria com o Sicredi (Sistema de Crédito Cooperativo) e deu início à estruturação da primeira cooperativa de crédito para o comércio da cidade. A nova instituição nasce com um patrimônio de R$ 1 milhão, apoio de 20 sindicatos e cerca de 40 empresários. A expectativa é que a autorização de funcionamento seja concedida pelo Banco Central em, no máximo, um ano, período em que as concessões de crédito também deverão começar a acontecer.

O presidente da Fecomercio, Abram Szajman, afirma que a cooperativa de crédito ocupará um espaço deixado pelo mercado financeiro, que não tem volume suficiente de linhas de crédito que sejam específicas para os micro e pequenos empresários. “Os juros cobrados pelos bancos são exagerados. Os grandes empreendimentos conseguem negociar taxas menores e têm mais facilidade para captar recursos. Os micro e pequenos empresários se sustentam descontando duplicatas, tomando capital no cheque especial, algumas vezes até no da pessoa física, e recorrendo, em outros momentos, a agiotas”, completa.

O Sicredi Metropolitana SP, nome da nova instituição, oferecerá aos associados todos os serviços de um banco comercial, a exemplo de conta-corrente, aplicação, cobrança, fundos de investimento, cartão de crédito, internet banking, consórcio e previdência complementar, dentre outros. A vantagem para os empreendedores associados é que os custos de administração e juros cobrados pela cooperativa serão, em média, 30% inferiores aos oferecidos pelo mercado financeiro.

Hoje, existem na capital mais de 270 mil empresas ligadas ao comércio, indústria e serviços, o que revela um enorme potencial a ser atingido pela cooperativa. De acordo com o superintendente do Sicredi São Paulo, Fabrício Royer, este é um projeto de grande envergadura, que tem como objetivo ser uma alternativa ao empresariado do setor, propiciando a este uma gestão própria e democrática dos seus recursos e demandas por produtos financeiros. “Sem dúvida, esta é uma cooperativa de crédito com potencial para figurar entre as maiores do mundo”, destaca.

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