Frequência aos pontos de venda diminui

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O cenário econômico de incertezas mudou o comportamento de consumo dos brasileiros neste último trimestre. O endividamento, a alta inflacionária fez com os consumidores diminuíssem em 5,6% a ida ao supermercado, segundo o estudo do terceiro trimestre da Nielsen. “Agora o consumidor tem de fazer suas escolhas para sustentar o bem-estar conquistado”, diz Priscila Nahas, analista de mercado da Nielsen. “Principalmente quando falamos da Classe C, considerada o motor do consumo até o ano passado. Tanto que a classe AB foi a responsável por impulsionar o consumo contribuindo com 67,8% dos gastos em todos os canais no terceiro trimestre”, explica.
Com a desaceleração do consumo, há um desafio para o varejo e para indústria, pois a perspectiva de vendas não é muito boa. Em janeiro, o volume de vendas cresceu 7,1% na comparação anual. No acumulado até agosto, o índice ficou em 5,2%, e a previsão da Nielsen é que termine o ano em 3,4% com margem de um ponto percentual para mais ou para menos. Os números ainda ficaram positivos, porque houve um verão intenso o que elevou a venda de algumas categorias como cerveja, sorvete e protetor solar. Além disso, a Copa do Mundo trouxe resultados positivos, mas concentrados em poucos mercados. Outro dado é que a cesta de alimentos perecíveis, auditados pela Nielsen, foi a que mais cresceu até o terceiro trimestre de 2014. “Pode ser um indício das pessoas diminuírem as refeições fora do lar”, explica Priscila. 
 
A Nielsen ainda realizou outra pesquisa, sobre confiança do consumidor, e mostra que apesar do brasileiro estar na linha do otimismo (acima de 100 pontos), ainda está abaixo do desempenho do ano passado, cujo índice foi de 109 pontos. E isso se reflete globalmente. O índice de confiança do consumidor ao redor do mundo mostra uma perspectiva de otimismo cauteloso, pois avançou um ponto pelo segundo semestre consecutivo (98 pontos). 
O destaque fica para os norte-americanos. O índice de confiança do consumidor subiu quatro pontos (107). A população nos Estados Unidos está otimista quanto às intenções de gastos imediatos (a única região a alcançar um percentual majoritário de 51%).