Funtec apoia iniciativas públicas e privadas

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Começa a funcionar neste mês de maio uma linha de financiamento para que empresas brasileiras desenvolvam inovações tecnológicas. A linha conta com recursos do Fundo de Desenvolvimento Tecnológico (Funtec), que terá orçamento inicial de R$ 180 milhões. O Funtec foi criado em parceria entre a Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência e Tecnologia (Finep) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O objetivo do fundo é apoiar a criação de novas tecnologias que tenham emprego comercial. Trata-se de uma estratégia para tornar o produto nacional mais eficiente e competitivo. Os projetos poderão ser desenvolvidos por empresas ou conjunto de empresas que atuem num mesmo arranjo produtivo. Também serão financiadas instituições tecnológicas, públicas ou privadas, que estejam associadas a um projeto comercial.
Os candidatos ao financiamento devem encaminhar suas propostas ao departamento de prioridades da área de planejamento do BNDES. Os recursos serão concedidos pelo banco sob a forma de apoio não reembolsável ou reembolsável, dependendo da análise de cada projeto. O orçamento do Funtec é constituído por parte do lucro do BNDES, que estabeleceu uma garantia de participação financeira nos projetos que o fundo venha a apoiar.
Neste caso o banco terá direito aos royalties obtidos pela inovação tecnológica ou até mesmo participação acionária na empresa que vier a comercializar a nova tecnologia. Segundo diagnóstico do Ministério de Ciência e Tecnologia, o Brasil já tem diversos investimentos em pesquisas científicas e tecnológicas. Porém ainda existem dificuldades para que o conhecimento gerado nas instituições de pesquisa tenha emprego comercial nas empresas do País.
Para Maria Beatriz Amorim, chefe do departamento de coordenação institucional da Finep, é interessante analisar o desempenho do Brasil diante da Coréia do Sul. Os dois países têm respectivamente a décima segunda e a nona posição no ranking mundial de formação de mestres e doutores. “São nações com volume similar de produção acadêmica. Porém, no ano 2000 o Brasil registrou cerca de cem patentes internacionais, enquanto a Coréia do Sul realizou 3.500”, afirma Beatriz.