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Fusões enxutas

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Anand Sharma

Mais uma vez, as empresas estão apelando para fusões e aquisições para crescer e aumentar os lucros. Muitas delas acreditam que a fusão com outra empresa ou a aquisição dela ajudará a reduzir gastos, aumentar a eficiência e ampliar sua influência. Mas fusões e aquisições fazem sentido de um ponto de vista comercialmente enxuto?

Na verdade, esse entusiasmo pelas fusões começou há muitos anos, de modo que já temos dados sobre seu sucesso, mas historicamente, os benefícios previstos para muitas dessas fusões simplesmente não aconteceram. Na realidade, a maioria das empresas sofreu desvalorização depois da fusão e as pessoas envolvidas foram demitidas. Em 2000, a A.T. Kearney realizou um estudo de dois anos sobre 115 fusões e descobriu que mais da metade das empresas não conseguiu alcançar suas expectativas de lucro. Os lucros aumentaram somente para um terço das empresas analisadas.

Isso não quer dizer que todas as aquisições sejam ruins, mas ter em mente grandes corporações e redução de custos é realmente um pensamento sem dimensão. As aquisições devem ser mais do que apenas economia em escala. A idéia de que quanto maior, melhor, já se mostrou errônea, repetidamente, pelos altos lucros das empresas mais enxutas.

O que os fabricantes querem quando pensam na fusão com outra empresa ou na sua aquisição? Analise os motivos que originam os planos de uma aquisição e determine se eles realmente fazem sentido. Existem algumas maneiras de procurar uma empresa que convém adquirir. Por exemplo, ela pode ter um canal no mercado que possibilitará a distribuição dos seus produtos para novos clientes.

Da mesma forma, ela pode ter um produto ou processo que atenda às necessidades dos seus clientes. Pensando nisso, as empresas enxutas podem fazer aquisições e alianças estratégicas em um nicho, aumentando o patrimônio atual para aproveitar os pontos fortes da empresa adquirida ou para criar uma sinergia entre ambas.

Por exemplo, quando a Starbucks adquiriu a Hear Music, uma loja de música cujo ponto forte era oferecer às pessoas opções musicais além das listadas entre as 40 Mais, ela fez isso porque a aquisição era vantajosa tanto para a Starbucks quanto para seus clientes. A Hear Music era especialmente boa em criar compilações destinadas a apresentar aos ouvintes novos artistas ou estilos musicais. Os clientes da Starbucks agora podem descobrir novas músicas enquanto tomam uma boa xícara de café, assim como podem montar CDs personalizados com as músicas que conheceram nas lojas Starbucks. E esses mesmos clientes provavelmente passarão mais tempo nas lojas Starbucks, consumindo mais café.

Quando sua transformação enxuta tiver resultado em aumentos reais na produtividade, aquisições selecionadas estrategicamente podem ajudar você a dinamizar seus recursos humanos e financeiros. Como a Starbucks, a Hayward Pools percebeu que poderia satisfazer uma necessidade dos clientes por meio dos canais de distribuição existentes e se tornar o fornecedor de uma linha completa de equipamentos para piscinas quando adquiriu um fabricante de bombas de calefação para piscinas. Graças ao trabalho enxuto, a Hayward conseguiu adequar a produção de bombas de calefação à instalação existente e usar os mesmos funcionários.

Da mesma forma, o fabricante de janelas Pella percebeu que os clientes que queriam janelas, provavelmente, também precisariam de portas, assim, adquiriu fabricantes de portas para atender à necessidade dos clientes, aproveitando os canais de distribuição de janelas da Pella, bem como os canais de distribuição dos fabricantes de portas para conquistar novos clientes.

Se você analisar de forma objetiva sua própria empresa e aquela que deseja adquirir, e como a combinação delas fará do todo maior que a soma de suas partes, valorizando sua empresa e seus clientes, então a aquisição é uma opção inteligente para sua empresa enxuta.

Anand Sharma é fundador e CEO da TBM Consulting Group. ([email protected])

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