Futura revolução do varejo

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Com o avanço da tecnologia e um mundo cada vez mais conectado, as transformações vindas com as evoluções tendem a ser cada vez maiores na vida das pessoas e com constantes mudanças ao comportamento social. Segundo Fernando Martins, diretor executivo da Intel, no ano passado já tivemos mais conexões na internet do que a quantidade de pessoas no planeta, sendo que já somos mais de 7 bilhões de pessoas no mundo. Em 2020, serão mais de 50 bilhões de dispositivos conectados, trocando dados e realizando, em média, mais de três trilhões de chamadas.  Ou seja, em menos de uma década teremos uma quantidade grande de dados em circulação. “Internet das Coisas nada mais é do que máquinas falando com máquinas por meio da internet e isto traz resultados significativos. Isso está acontecendo, porque há uma melhoria na qualidade dos serviços muito grande. Vamos ter pessoas conectadas com dispositivos no corpo, em casa e será muito importante no setor industrial”, explica ele.
Esse excesso de dados no futuro, segundo o diretor, resultará em uma revolução do varejo, uma vez que o mercado ficará mais inteligente, com as maiores possibilidades de gestão de dados e entendimento sobre o funcionamento do negócio e dos perfis dos clientes. Assim, possivelmente, haverá uma divisão entre as empresas. “Terão dois tipos de varejo, o que vai adotar as estratégias da Internet das Coisas e aquele que não vai adotar. Isso é revolucionário, pois o sujeito que não adotou, provavelmente, vai estar fora do mercado”, afirma. Tal revolução trará novas dimensões na comunicação com o cliente, na qual será possível atendê-lo de forma mais proativa, um processo mais preciso, já que será possível saber de maneira mais profunda quem será a pessoa com quem estará entrando em contato. “A Internet das Coisas irá permitir que diferentes negócios atendam as pessoas com um refino maior”.
Um exemplo da Intel, que poderá mostrar como será a experiência entre empresa e cliente no futuro, é o seu projeto em conjunto com a Petrobras, o Posto de Gasolina do Futuro. Instalado há dois anos no Rio de Janeiro, o posto reconhece a pessoa quando esta chega à bomba e se comunica com ela, informando sobre notícias que tenham relação com os gostos dela e, ainda, oferece serviços que façam parte de suas preferências. Além disso, a loja de conveniência também está conectada, que detecta o cliente que entra e o direciona aos produtos que fazem parte de seu perfil, bem como as propagandas mudarão para o que interessa a ele. “O posto entende o que as pessoas querem e atendem às suas necessidades. É um marketing muito mais direto e efetivo”, conta o executivo. “Hoje, esta é uma experiência revolucionária, mas daqui a pouco tempo já vai ser esperado como o mínimo a se fazer”.  
Para que as empresas consigam ser igual ao Posto do Futuro, Martins ressalta a importância de saber lidar com as informações, que será o maior efeito colateral da futura geração. “A estrutura da conectividade será necessária e já é um desafio grande de estabelecer”.  Assim, será preciso saber mudar a forma como vem sendo utilizado o Big Data, uma vez que ele armazena dados, sem muita estruturação, apenas anotando-os e, no futuro, haverá uma maior necessidade em saber minerar as informações para encontrar aquela que possa oferecer o ouro. E, para que tal gerenciamento ocorra, cada vez mais será preciso conhecer sobre a empresa e seus objetivos.Ou seja, não bastará apenas procurar pelas melhores tecnologias utilizadas, mas sim o próprio negócio. “É ter a capacidade de olhar e ver exatamente onde a tecnologia pode ajudar. A Internet das Coisas vai acontecer devido a forças econômicas e não é porque a tecnologia é interessante. É porque sem a tecnologia o negócio vai perecer, no ponto de vista de competitividade”.