Futuros motivos de revolução no e-commerce

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Observa-se que o e-commerce ganha a cada dia mais usuários. A ascensão da classe C e D colabora com isto, já que agora tem mais acesso a internet. Apesar da conquista diária do setor, ainda há muito o que ser feito para que o crescimento das vendas on-line. “Se o governo criar condições para que o setor trabalhe de forma mais planejada e estável, as medidas fomentarão o e-commerce”, cita Mariano Gomide CEO da Vtex e presidente do E-merging Markets. Para Gomide, a legislação brasileira colabora negativamente com o e-commerce, a exemplo a lei de entrega programada, que de acordo com o CEO é uma barreira para o crescimento do segmento. “Não é viável atender o Brasil com hora programada.”
Na opinião de Gomide, um dos papeis que o governo poderia incentivar é o fomentar e financiar o crescimento das empresas brasileiras em escala global. “A indústria brasileira de e-commerce hoje é uma das mais competitivas do mundo”, ressalta. De acordo com ele, a exportação de bens e de serviços através da indústria de varejo virtual é uma das barreiras do crescimento do setor, e que se contasse com o apoio do governo, os comerciantes on-line poderiam ser mais ambiciosos. “Compreendemos que não é uma tarefa fácil. Entendemos que o comércio eletrônico é mais rápido que o governo, o que defendemos é que o governo se empenhe em mudar esse quadro”, desabafa.
Além da necessidade de incentivo do governo, o CEO comenta também que a mobilidade é um dos principais fatores que irá revolucionar o e-commerce. “O acesso mobile a meios de pagamentofarão uma verdadeira revolução no varejo virtual”, comenta. Segundo Gomide, o acesso 3G é o grande fomentador desse movimento da inclusão do móbile no e-commerce. “O que vemos é uma mudança de comportamento. O usuário passará a pagar tudo pela internet, da pizza ao dentista.”
“Quando os smartphones chegarem a grande maioria da população, quando os televisores que acessam a internet forem massificados, o comércio eletrônico viverá uma nova fase”, revela. Para isso, Gomide ressalta que ainda é necessário vencer a preocupação com a segurança e fazer com que os usuários de faixa etária mais alta quebrem o paradigma de comprar pela internet. “Outro fator que ajudará muito será a penetração do plano de banda larga. Neste sentido somos apoiadores do governo em promover internet para o maior número de pessoas possíveis”, afirma.