Golpistas causam prejuízo de R$ 73,7 milhões

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Em 2006, 1.155 empresas golpistas atuaram no Brasil, causando um prejuízo de R$ 73,7 milhões. É o que aponta o levantamento realizado pela Equifax, empresa fornecedora de soluções para gestão de negócios. O número de companhias cresceu 7% (total de 1.079 casos registrados em 2005), enquanto o valor das fraudes aumentou 15% na comparação com os R$ 64 milhões registrados em 2005.
O prejuízo de R$ 73,7 milhões contabiliza apenas os títulos protestados, que apresentaram um aumento de 24%. Foram 34,8 mil em 2006 contra 28,1 mil em 2005. Outro resultado direto dessa ação são os cheques devolvidos, que cresceram 1%, totalizando 17,8 mil ante 17,7 mil. Os setores mais afetados pelos golpes são os de alimentação e de materiais elétricos e para construção, que apresentam itens de fácil repasse ao mercado, e o de telefonia.
Para o presidente da Equifax, Eduardo Giestas, o aquecimento econômico pode proporcionar um ambiente propício para ação desses fraudadores, que se aproveitam da agilidade em que hoje os negócios são realizados e da falta de cuidado da maioria das empresas. O executivo cita o aumento de 18% na quantidade de consultas de usuários da Equifax em 2006, em comparação a 2005.
“Uma tendência natural é que, em momentos de expansão, os empresários concentrem esforços na captura de novos clientes. Ansiosos em cumprir metas, muitas vezes se descuidam da seleção dos melhores parceiros e do processo de concessão de crédito. É uma porta aberta para esses fraudadores”, diz Giestas.
O maior número de golpistas foi identificado nos estados do Sudeste: 616 companhias, ou 53,3% do total. A região também registrou o maior prejuízo: R$ 43 milhões, ou 64% do total. A segunda maior quantidade de empresas fraudulentas foi registrada no Sul, 23,9%; seguido do Nordeste, 15,5%; Centro-Oeste, 6,1% e Norte, 1,1%.