Humildade por um fio

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Autor: Marcelo Ponzoni

 

Ser humilde. Quem sabe seja essa uma das maiores virtudes do ser humano. Admirada por todos, a humildade vem acompanhada de outras qualidades de igual valor: sabedoria, equilíbrio, sensatez, segurança. Percebida com facilidade, traz com ela a transparência da alma e a verdade do interior. Se confundida com submissão, acaba gerando utilizações de má-fé de quem pensa que a possui e daquele que confunde uma com a outra.

 

A humildade se distingue da submissão e passa longe da arrogância, duas posturas que possuem variações de intensidade. Uma pessoa pode ser às vezes submissa e outras, arrogante, assim como pode haver pessoas muito submissas e pessoas muito arrogantes. Já a humilde não sofre variações. Não há pessoas “mais” ou “menos” humilde. Não há humilde submisso. Não existe humilde arrogante.

 

Quem é verdadeiramente humilde mantém o equilíbrio sem esforço, não se curva diante dos poderosos, não se vangloria de suas próprias virtudes. O humilde não manifesta insegurança, nem falta de personalidade. Não é por ser humilde que deixa de manifestar sua opinião, de viver de acordo com o que acredita, de defender o que entende ser a verdade. Por isso goza de enorme simpatia e rápida aceitação em qualquer grupo em que esteja.

 

O humilde está sempre atento a seu comportamento: procura defender seu ponto de vista sem rejeitar o do seu semelhante; aceita o outro como ele realmente é; preocupa-se com suas atitudes para não magoar quem quer que seja. Essa é a postura de quem tem a sabedoria da verdadeira humildade.

 

Marcelo Ponzoni é proprietário-fundador e diretor executivo da agência Rae, MP. ([email protected])