Humor do paulistano continua em alta

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O paulistano continua com o humor em alta e no mês de fevereiro a confiança do consumidor atingiu 147,3 pontos, alta de 3,1% em relação a janeiro. Este é o melhor patamar apurado pelo Índice de Confiança do Consumidor (ICC), desde fevereiro de 2005, quando o ICC registrou os mesmos 147,3 pontos. Os dados constam de pesquisa da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio). Já na comparação com o mesmo período do ano anterior, a elevação foi de 9,5% (134,5 pontos). De acordo com a entidade, a melhora no humor do morador paulistano resulta de uma percepção dos consumidores que esperam uma melhoria na situação futura. O ICC varia de zero a 200 pontos, indicando pessimismo abaixo de 100 pontos e otimismo acima desse patamar.

 

O ICC é composto por dois indicadores: o Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA) e o Índice das Expectativas do Consumidor (IEC). No mês analisado, o ICEA – que registra como o entrevistado percebe a sua situação atual – passou de 153,9 pontos para 154,1 pontos, ou seja, um aumento de 0,1%. Já a percepção em relação ao futuro, contemplada pelo IEC teve alta de 5,4% em relação a janeiro o, atingindo 142,7 pontos em contraponto a 135,4 pontos do mês anterior.

 

Na análise por faixa de renda, o ICC apurado entre os que ganham menos de 10 salários mínimos atingiu 143,6 pontos, um avanço de 2,4%. Já entre os que recebem mais de 10 salários mínimos, o índice ficou em 153,8 pontos, um crescimento de 4,2% em relação a janeiro. O otimismo em relação às condições econômicas futuras é maior para ambas as faixas, mas esse arrefecimento no bom humor do paulistano é maior entre os que ganham mais de 10 salários mínimos. Já a confiança no presente é maior entre os de maior renda.

 

Na análise segmentada, apesar dos homens estarem mais otimistas que as mulheres (149,5 pontos contra 145,3 pontos respectivamente), as mulheres apresentaram uma maior elevação na variação de fevereiro (5,2%), contra 1,2% dos homens. Vale destacar também que os consumidores com idade inferior a 35 anos estão mais confiantes e em fevereiro a alta foi de 3,8% no ICC, atingindo 150,3 pontos. Já entre os paulistanos da faixa etária superior a este patamar o crescimento foi de 1,9% no ICC (142,3 pontos).