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São Paulo, Brasil - 28 de janeiro de 2022, 13:29

IDC Brasil investiga setor de finanças

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Uma investigação minuciosa com 40 bancos e 40 seguradoras de médio e grande porte serviu de apoio para a IDC Brasil traçar uma radiografia do setor financeiro no país, com o detalhamento das tendências e perspectivas de investimentos desse segmento em tecnologia para esse ano, tanto em hardware e software quanto em soluções, serviços e questões específicas do setor. O estudo “Brazil IT Spending Trends 2005: Finance”, que faz parte da série de análises da consultoria que investiga diversos segmentos verticais da indústria nacional, indica que o segmento financeiro foi responsável por 23% dos investimentos em TI no Brasil em 2004. Os bancos representaram 72% dos gastos totais de tecnologia dentro do segmento, enquanto as seguradoras 12%.
“O setor é um dos mais atrativos para os fornecedores de TI, uma vez que consome quase um quarto do que é vendido no mercado de tecnologia da informação, mesmo detendo um número relativamente pequeno de empresas”, comenta Mauro Peres, diretor de pesquisas da IDC Brasil, que também acumula a direção da Financial Insights na América Latina, empresa pertencente à consultoria, que cobre a área de análises do setor financeiro.
Entre os bancos de médio e grande porte, os investimentos em 2005 estarão voltados principalmente para as tecnologias que garantam segurança, ainda mais com o aumento das fraudes eletrônicas, e que suportem as vendas e a operacionalização de seus produtos, com atenção secundária para as que promovam a melhoria dos processos relacionados à intermediação financeira, como os de corebanking. Tecnologias para melhorar seus processos de RH também estão na lista de compras de muitos bancos.
Uma pequena parcela dos grandes bancos já está com os sistemas de adequação ao acordo Basiléia II finalizados. A maioria finalizará o processo ou o começará agora em 2005, mas uma parte dos bancos, até que significativa, não planeja se adequar às normas em um curto prazo.
Nas seguradoras a preocupação por segurança também continua premente. Grande parte garante que investirá em sistemas antifraudes nesse ano. Soluções para a melhoria de processos de logística e operação estão entre as tecnologias a serem adquiridas. Ao contrário dos bancos, as empresas de seguros ainda têm que investir muito na automação de suas operações centrais. Enquanto os bancos têm de atualizar seus aplicativos, muitas seguradoras ainda necessitam investir na concepção de vários sistemas básicos. A área de atendimento a clientes está na mira de muitas seguradoras preocupadas em investir em TI.
De acordo com Peres, as oportunidades para os fornecedores de tecnologia são grandes, porém têm o desafio de lidar com os bancos, que cientes de sua importância dentro do total de aportes em TI, acabam exercendo excessiva pressão por redução de preços e impondo uma série de condições e requerimentos que podem corroer as margens de lucro das vendas.

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