IDC realiza pesquisa sobre tendências e investimentos em segurança de TI

0
1

Os resultados de uma recente pesquisa da IDC Brasil sobre as tendências de adoção e investimentos em Segurança de TI, conduzida nos últimos dois meses com 290 empresas de médio e grande portes atuantes no Brasil, confirmam que a preocupação com a segurança das informações e a integridade dos sistemas corporativos é cada vez maior e que o orçamento destinado a essa área deverá crescer mais de 30% em 2004.

De acordo com a pesquisa, as prioridades de investimentos serão software e hardware de administração de segurança; e consultorias para implementação de políticas de segurança. Principalmente neste segundo caso, é importante ressaltar a maior sofisticação do investimento – de caráter preventivo – sinalizando a intenção das empresas de realizar um planejamento de segurança sério, visando o médio e longo prazos. Outro dado que comprova esta tendência é que 75% das empresas entrevistadas possuem, no mínimo, um funcionário dedicado às atividades de segurança do ambiente de TI.

Quanto às soluções de segurança utilizadas pelas empresas, mais de 90% dos entrevistados afirmaram possuir ferramentas de antivírus e firewall já implementadas. O motivo é claro: quase 60% das empresas mencionaram a ocorrência de vírus em seus servidores nos últimos 12 meses. Por outro lado, as ferramentas de administração, autorização e autenticação (3A) foram citadas por menos de 70% da amostra.
Ainda há muito a ser feito com relação à integridade dos dados das empresas, pois uma parcela considerável dos ataques e roubos de informação vem dos próprios usuários internos, o que poderia ser minimizado com a utilização de ferramentas 3A.

A conclusão final da investigação conduzida pela IDC Brasil é que, apesar das empresas terem percebido a gravidade da questão da segurança de TI mais tarde do que o ideal, há uma forte tendência relativa à profissionalização do gerenciamento dos dados e informações corporativas. As atividades de segurança tornaram-se críticas para os departamentos de tecnologia, deixando de ser consideradas como atividades tipicamente esporádicas e de suporte.