Intenção de compra cresce, mas nem tanto

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As famílias paulistanas voltaram a demonstrar maior disposição para as compras, tanto de produtos como de serviços, em setembro, após seis meses consecutivos de retração. O índice de Intenção de Consumo das Famílias, ICF, medido mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo, FecomercioSP, alcançou 109,4 pontos, 1,4% a mais do que o valor registrado em agosto, quando apresentou 107,9 pontos, que era a menor pontuação histórica da pesquisa. 
 
O destaque positivo de setembro ficou por conta do indicador Perspectiva de consumo, com alta de 4,1%, voltando a ficar acima da linha de indiferença (100 pontos), com 102,3 pontos. Outro segmento que apresentou alta foi Momento para duráveis, com crescimento de 2,8%, mas, ainda assim, não registrou melhora considerável, ao atingir apenas 93,4 pontos, o que reforça a insegurança das famílias na aquisição desse tipo de bens, como por exemplo, a compra de automóveis. O segmento Emprego atual, o mais bem avaliado do ICF no mês, teve leve aumento de 0,9%, aos 127,1 pontos. Já Perspectiva profissional variou positivamente 2,2% com relação ao mês anterior, chegando aos 115,1 pontos. O item Renda Atual, que conclui os indicadores que cresceram em setembro, registrou alta de 1,7%, chegando a 123,1 pontos. 
 
Com relação à faixa de renda salarial, tanto as famílias com renda de até dez salários mínimos quanto as com orçamento superior a esse valor demonstraram maior disposição para consumo, com aumento, nos dois casos, de 1,4% ante agosto, registrando 111,9 e 102,2 pontos, respectivamente. Apenas dois indicadores, entre os sete analisados, apresentaram retração sobre o mês anterior: Acesso ao crédito (baixa de 1,2% aos 121,9 pontos) e Nível de consumo (baixa de 0,5% aos 82,9 pontos. Ambos registraram a menor pontuação da série histórica.
 
Ainda assim, no comparativo anual, o ICF apontou retração de 11,7%, sendo esta a 21ª queda seguida. De acordo com os assessores da Entidade, o ambiente econômico está desfavorável para o cliente, com os preços de alimentos e bebidas pressionando o orçamento doméstico e os juros altos encarecendo produtos e financiamentos. O resulta em um posicionamento mais defensivo. Em vista desse cenário, o resultado do índice no mês ainda não sinaliza recuperação, já que o patamar ainda está muito baixo, com previsão de permanecer nesse mesmo nível nos próximos meses.

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