Junho registra alta da inadimplência

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Em junho, o índice de inadimplência no Brasil foi de 2,77%, superior 4,4% na comparação com maio (2,65%) e 31,8% frente ao de junho de 2004 (2,10%). É o terceiro maior indicador de inadimplência dos últimos doze meses, conforme constatou a Telecheque, empresa de verificação e garantia de cheques.

Segundo José Antônio Praxedes Neto, vice-presidente da Telecheque, esses resultados são conseqüência da elevada taxa de juros e da falta de disciplina financeira por parte dos consumidores. “A crescente oferta de crédito para compras de longo prazo compromete significativamente a renda do consumidor sem que haja aumento dos salários, outro fator que se reflete nos índices” explica Praxedes.

O levantamento mostra queda de 3,4% no uso de cheques para pagamento à vista, que representaram 30,5% do total transacionado em junho. Já o volume de cheques pré-datados (69,5%) cresceu 1,6% em relação ao de maio e 1,5% na comparação com mesmo período do ano passado. As transações com cheques para 30 dias foram 52,6% do total de pré-datados. “O crescimento do uso de pré-datados pode repercutir na elevação da inadimplência no próximos meses”, acrescenta Praxedes. A Telecheque também constatou aumento do valor médio dos cheques emitidos no varejo, que passaram de R$ 112,7 em junho de 2004, para R$ 128 este ano.

Bons e maus pagadores – Santa Cantarina novamente despontou como líder em cheques honrados (97,42%), seguido de Goiás (97,41%) e Rio Grande do Sul (97,38%). No Estado catarinense o índice de inadimplência ficou em 2,10%, inferior 8,9% em relação ao mês anterior (2,30%) e superior 55% no comparativo com mesmo período do ano passado (1,35%). Já o Rio Grande do Norte foi o Estado com maior indicador de inadimplência (5,83%), com aumento de 33,1% na comparação com o mês anterior (4,38%%) e de 64,7% em relação a junho de 2004 (3,54%). Logo atrás ficaram Mato Grosso, com índice de devolvidos de 4,82%, e o Amazonas (3,69%).