Lhe dê motivos!

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Sempre, a principal preocupação das empresas foi encontrar uma forma de conseguir convencer os clientes a comprarem sempre seus produtos. No entanto, com o passar do tempo e com o surgimento de tecnologias, bem como de uma vida mais conectada, os negócios perceberam que já não era mais possível se aproximar do público da mesma forma de antes. Por essa razão, a presidente da agência Mark Up, Silvana Torres, ressalta que é importante aproveitar o Dia do Cliente, celebrado hoje (15), para fazer uma reflexão de como se relacionar com esse novo consumidor. Pois, “não basta uma homenagem de Facebook agradecendo a preferência ou um sampling de amostra grátis para comemorar essa parceria”. 
Segundo a executiva, o novo perfil do cliente tem mais voz e, a partir do momento em que tem acesso a uma rede mundial de contato, conectando-se com outras pessoas, também tem mais poder. “Com o celular na mão, ele pode comprar qualquer coisa em qualquer lugar do mundo, pode construir o sucesso de uma marca ou acabar com a sua reputação em poucos cliques”, comenta. Ou seja, não é mais a conversão de vendas que deve preocupar uma marca. Até porque o público cada vez mais está em busca de motivos para se relacionar com alguma empresa. Restando, então, a elas fornecer tais provas por meio do encantamento e de uma conquista diária pela atenção do outro. “Ainda mais em tempos de crise, em que a influência de comprar ou não/adquirir ou não um produto ou serviço está cada vez mais próxima do momento de decisão e que escolher por uma marca ou outra pode encontrar a premissa de preço como prioritária.”
Outra prova de como o consumidor está em uma mudança constante é que a geração de pessoas com idade entre 18 e 34 anos se envolve com as marcas de forma mais emocional e diferente do que as gerações anteriores, segundo uma pesquisa feita pela Boston Consulting Group. Mostrando ao mercado que é preciso procurar entender, o quanto antes, esse comportamento, assim como formas de inovar, já que somente propagandas e vendas são insuficientes para converter uma pessoa em fã. “É preciso entender que a comunicação de via dupla faz com que o diálogo tenha mais valor e que as experiências são primordiais para gerar memória e conexão”, diz Silvana.
O caminho de ouro para as empresas, hoje em dia, pode estar em estratégias mais inovadoras, como é o caso do brand experience. Como o fato de se fazer presente pode não ser o bastante, criar laços emocionais pode fazer com a marca consiga a tal aproximação desejada. “Hoje a conexão emocional da marca com os seus consumidores é quase uma premissa obrigatória para sair do escopo de marcas de preço”, afirma a executiva. De acordo com ela, a ideia dessa técnica de marketing é criar interações e gerar engajamento para que o público possua uma percepção positiva. Impactando, assim, o desempenho no mercado. Ainda acrescenta que “as soluções não se restringem à mídia. Há uma série de disciplinas que podem ser combinadas para criar a experiência de marca e gerar memória que reverbera em desempenho de mercado.”
Por mais que a ideia de criar conexões baseadas no afetivo seja o que pode fazer a diferença, Silvana aponta que as empresas parecem ainda não ter percebido a importância que essa estratégia possui na construção do relacionamento. Geralmente, o brand experience é utilizado de forma mais pontual. Porém, é preciso ter em mente que o mercado está mais acirrado e cada vez será mais difícil fidelizar e converter vendas. Assim, é fazendo uso desses projetos como algo recorrente que a marca conseguirá passar ao público o real valor que eles possuem a ela. Enfatizando essa importância hoje, no Dia do Cliente, e sempre.