Lojas de bairro são as preferidas

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Mais de 75% dos consumidores de Belo Horizonte utilizam as lojas de bairro/vizinhança para fazer compra. Os shoppings centers são a opção em 57,4% dos casos, e os estabelecimentos do hipercentro, em 54,4%. É o que revela pesquisa da área de Estudos Econômicos da Fecomércio-MG.
O preço das mercadorias é o principal quesito para a definição do lugar, tendo grande influência para 91,3% das pessoas. Qualidade do atendimento e variedade dos produtos, com 77,7% e 76,8%, respectivamente, são outros critérios adotados. A localização exerce grande motivação em 67,8% dos entrevistados. “Comprar no bairro onde mora ou perto de onde trabalha é, muitas vezes, uma forma de não perder tempo, principalmente se o cliente encontra preços mais baixos e diversidade, como a pesquisa mostrou. Ele prefere resolver tudo em um único lugar”, argumenta a analista de pesquisa da Fecomércio-MG, Elisa Castro.
Praticidade e comodidade são justamente os aspectos que melhor explicam o perfil de consumo no bairro/vizinhança. De acordo com o levantamento, o público dessas lojas está concentrado na faixa etária acima de 60 anos (54%). Outros 33,7% possuem entre 45 e 59 anos. A localização/fácil acesso é a justificativa de 82,9% dos entrevistados para a escolha, seguida da comodidade (22,7%). A alimentação é o grupo de produtos e serviços mais procurados (25%).
Já os shoppings centers aparecem como um polo de atração para os mais jovens: quase 59% dos frequentadores têm entre 16 e 34 anos, enquanto aqueles com mais de 60 representam apenas 4,8%. “Há uma grande diferença entre essas duas áreas, provavelmente pela própria configuração dos shoppings, que oferecem uma gama de produtos e serviços, como entretenimento, voltada para um perfil mais jovem”, ressalta Elisa. Entre os produtos mais consumidos estão roupas, calçados e acessórios (63,1%), eletrônicos (39,4%), telefonia (15,7%) e alimentação (14,8%).
O hipercentro, por sua vez, mostrou-se como a região com maior diversificação, englobando praticamente todas as faixas etárias na mesma proporção. A preferência de compra inclui roupas, calçados e acessórios (73,7%), alimentação (47,4%) e eletrônicos (37,6%).
O questionário da Fecomércio-MG também investigou a frequência em outros polos comerciais de BH. Os shoppings populares e o Mercado Central se destacaram, sendo procurados por 44,6% da população.