Marca própria é uma opção para clientes

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Mesmo com o orçamento das famílias mais enxuto, produtos de marcas próprias, conhecidos como mais acessíveis economicamente, ainda têm muito espaço para avançar, mesmo com resultados positivos. Segundo pesquisa Nielsen, de agosto de 2014 a agosto deste ano, o segmento de Marcas Próprias no Autosserviço (supermercados) movimentou mais de R$ 3,6 bilhões no país. Um aumento de 6,1% na comparação com o mesmo período de 2014. Entretanto, o aumento, ao mesmo tempo, foi inferior às demais marcas, implicando na perda de -0,1%, alcançando 5,1% de participação no mercado total. “O fato de ainda existir certo receio do consumidor com a marca própria, devido ao custo mais baixo, também colabora para que ela tenha seu desempenho enfraquecido”, explica Jonathas Rosa, analista de mercado da Nielsen.
 
Público
A principal fonte do volume de Marca Própria é consumida pelas classes A/B, pois possuem um poder de compra maior em relação às demais classes. “Por isso, é um momento importante para o varejo destacar no ponto de venda e nos diferentes materiais de comunicação as qualidades e vantagens dos produtos de Marca Própria, que vão além do preço”, ressalta o especialista.
 
De acordo com o estudo, hoje, os supermercados apresentam a maior frequência de compra e a maior quantidade de consumidores que voltam ao local para comprar itens de Marca Própria. Também é o que mais amplia o número de lares compradores, mas, ao mesmo tempo, essas pessoas diminuem mais o volume com Marca Própria do que com as marcas fabricantes. “O desafio no varejo é ampliar o tamanho da compra”, aponta Rosa.
 
Canal
A venda de produtos de Marcas Próprias no canal Farmácia foi a que mais cresceu, com 28% em faturamento no período, chegando a R$ 73 milhões. “As famílias realizam compras maiores e são mais fiéis ao local de venda. Porém, apesar de obter o maior crescimento sobre Marcas Próprias, o desafio do canal Farma é gerar cada vez mais experimentação para aumentar as vendas” afirma o executivo. No mesmo período, no Cash & Carry (“atacarejo”), o faturamento do segmento cresceu 5,2%, atingindo R$ 245 milhões. A média de aquisição de produtos de Marcas Próprias é de quatro unidades em cada ida ao ponto de venda e a frequência de compras é maior (aumento de 19% até agosto de 2015 com o mesmo período de 2014).  O canal se destaca pela maior frequência dos consumidores, além de aumentar repetidores e ganhar lares compradores, mas ainda tem espaço para ampliar esse mercado.