Mercado de imóveis usados em alta

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As vendas de imóveis usados no Estado de São Paulo cresceram pelo terceiro mês consecutivo, segundo apurou pesquisa feita em 1.316 imobiliárias de 37 cidades pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI-SP). A alta foi de 1,86% em relação a setembro. Nos 10 meses transcorridos até outubro, as vendas aumentaram em cinco meses e caíram em cinco, registrando uma alta de 22,39% neste período. Foram vendidos, em outubro, 764 imóveis de todos os tipos.

O maior crescimento das vendas em outubro, de 4,39%, ocorreu no Litoral, ficando em 4% na Capital e em 3% na região formada pelas cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Guarulhos e Osasco. No Interior, houve uma queda de 0,41% na comparação com setembro. Mas a queda não foi generalizada, segundo mostra um outro indicador de mercado levantado pelo CRECI-SP: o número de registros de pagamento do Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) aumentou 2,91% em Sorocaba, 25,17% em Santos e 17,63% no Guarujá.
Nas quatro regiões pesquisadas pelo CRECI-SP, os imóveis mais vendidos foram os de valores até R$ 100 mil. Eles responderam por 63,89% do total negociado na Capital, 72,54% no Interior, 76,54% no Litoral e 64,63% no ABCD mais Guarulhos e Osasco. A maioria dos imóveis foi vendida à vista, modalidade que somou 69,44% dos negócios fechados na Capital, 72,53% no Interior, 70,99% no Litoral e 61,07% no ABCD, mais Guarulhos e Osasco.
Melhoria reflete mudanças no crédito
“O aumento de vendas reflete o crescimento do Produto Interno Bruto de 5,3% até agora e as mudanças feitas pela Caixa Econômica Federal no sistema de financiamento imobiliário que atenderam a algumas das reivindicações dos corretores de imóveis”, avalia o presidente do CRECI-SP, José Augusto Viana Neto. A CEF responde hoje por cerca de 70% dos financiamentos concedidos no Estado de São Paulo, segundo a pesquisa Creci de imóveis usados feita mensalmente no Estado.
“Os corretores de imóveis, por meio do CRECI-SP e do Conselho Federal da classe, viram com satisfação a CEF aumentar o prazo de financiamento de 17 para 20 anos na faixa de imóveis populares, reduzir a taxa máxima de juros de 13,5% para 12% e ampliar o percentual de financiamento de 70% para até 100% em algumas linhas de crédito”, afirma Viana Neto. Essas propostas foram sintetizadas no projeto Favela Zero, que o presidente do CRECI-SP entregou ao governo federal no ano passado.