Mercado de TI continua em alta no Brasil

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O mercado brasileiro de Tecnologia da Informação continua em franca expansão. A previsão da IDC é que o Brasil encerre 2008 com um movimento de US$ 23 bilhões em TI. No mesmo patamar temos a Espanha, com um total de US$ 24 bilhões a serem investidos em tecnologia até o final do ano. O estudo Brazil IT Spending by State 2008 indica ainda que, neste quesito e dentre os países emergentes do BRIC, o Brasil só fica atrás da China (US$ 64 bi).


Outro dado interessante do estudo é que, mesmo não figurando entre as três regiões brasileiras que mais investem em TI no país, o Nordeste foi apontado pela IDC como destaque deste ano. As aquisições de tecnologia pelas empresas da região estão aceleradas, em ritmo maior que o verificado pelos demais territórios. Do total previsto de investimentos em TI para o mercado brasileiro em 2008 caberá ao Nordeste a parcela de 11%. “O Nordeste vem surpreendendo. O potencial de vendas de produtos a usuários finais e pequenas empresas que esta região apresenta é enorme, o que aumenta a perspectiva de continuar neste compasso crescente”, diz Reinaldo Sakis, analista sênior da IDC que desenvolveu o estudo.


A região Sudeste mantém a liderança, responsabilizando-se por praticamente metade do total de investimentos em tecnologia no país, US$ 10,3 bi, resultado também estimado para o que será investido por toda a África do Sul em 2008. De acordo com Sakis, apenas São Paulo, força motora do país, tem seus investimentos equiparados aos de Singapura, que são de US$ 5.9 bi. As regiões Sul e Centro-Oeste ocupam os lugares seguintes deste ranking.


O estudo também apurou que, do total de investimentos com TI em todo o Brasil neste ano, 33% caberá às empresas com mais de 500 funcionários. Já as pequenas e médias vêm, ao longo dos últimos anos, conquistando um espaço significativo no mercado brasileiro, devendo responder ao final de 2008 por cerca de 13% do total investido.


Neste ano, os setores de manufatura e serviços são os que mais investirão em TI, uma vez que formam o maior número de empresas e, conseqüentemente, têm que investir de forma contínua em TI por conta da competitividade que enfrentam. Sakis cita, como exemplo, o investimento médio dessas empresas com tecnologia. “Por mês, uma empresa que tenha entre 100 e 249 funcionários no setor de manufatura investe em média R$ 10 mil em TI para se manter competitiva”.