Mobile marketing ganha novo impulso

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Já adotado por algumas companhias no exterior para promover os produtos, o novo código de barras 2D chega à América Latina por meio da parceria firmada entre a EverMobile, fornecedora de soluções para viabilização de serviços financeiros móveis, e a americana Scanbuy, provedora de uma solução de acesso a conteúdos baseada em tecnologia de leitura ótica de códigos de barras. Com esse aplicativo o celular se transforma em um leitor para “escanear” códigos de barras impressos em uma revista, embalagem, outdoor ou mesmo em um cartaz numa estação de metrô.

 

Para vivenciar essa nova experiência de convergência digital, o usuário só precisa fazer o download de um aplicativo, que poderá ser oferecido pelas operadoras de telefonia móvel. “Basta que o usuário aponte a câmera do celular na direção do código de barras de um determinado produto para que seja exibido no visor do aparelho o conteúdo associado a este código”, conta Sérgio Goldstein, diretor de desenvolvimento de negócios da EverMobile. “Podem ser associados vídeos, receitas de bolo, ringtones, ingressos de cinema, promoções ou o que mais as empresas contratantes desse serviço imaginarem para seu público-alvo”, complementa o executivo.

 

A tecnologia só pode ser utilizada em dispositivos equipados com câmera – que hoje no Brasil atingem cerca de 15 milhões de usuários. “É possível fazer o download e receber o aplicativo no próprio celular. No futuro, o aplicativo poderá vir embarcado no equipamento”, diz Sérgio. Segundo o executivo, a Nokia já começou a produzir internacionalmente alguns modelos equipados com progra­mas com capacidade para decifrar o códi­go de barras.

 

Para Goldstein, o código 2D funciona desde 2003 no Japão e na Coréia do Sul, onde se popularizou. Mas já há cases de sucesso em outros países. Sérgio revela, ainda, que a novidade chega ao Brasil e a outros países da América Latina ainda neste ano. Segundo ele, a novidade despertou o interesse imediato das operadoras, uma vez que, hoje, apenas 8% de suas receitas provêm de serviços de dados, contra uma média internacional de 20%. “Já estamos negociando com operadoras de telefonia e já há empresas interessadas em tirar proveito do potencial do código 2D”, adianta.

 

São inúmeras as possibilidades para as empresas, que vão muito além da publicidade. Será possível, por exemplo, fazer pesquisa com clientes no ponto-­de-venda, reservar mesa em restaurante ou comprar bilhetes para o cinema. É um passo a mais na seara da interatividade. Além do Mobile marketing, existe um enorme potencial para convergência desta solução com os serviços financeiros móveis. Como exemplo, é possível integrar esta tecnologia a um aplicativo de mobile banking e eliminar a digitação no celular dos dados necessários para o pagamento de uma conta.