Mulheres super poderosas

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Não é fácil para a mulher atual conciliar o papel de mãe e esposa, sem se desligar do lado profissional. A situação se complica um pouco mais quando o cargo assumido nas empresas é um posto de liderança ou o sucesso do negócio depende dela. Porém algumas mulheres tiram de letra essas funções, marcam presença no mundo dos negócios e fazem bonito.


CEO do escritório Ana Couto Branding & Design, Ana Couto ajuda nessa desmistificação. Casada e mãe de um casal, Ana é formada em design pela PUC-RJ, com mestrado em Comunicação Visual no Pratt Institute de Nova Iorque – onde se graduou com outstanding merit. Lá, trabalhou com branding por cinco anos. Quando retornou ao Brasil, em 1993, abriu no centro do Rio de Janeiro o escritório Ana Couto Design.


A profissional tem diversos trabalhos publicados em meios de comunicação internacionais, como Design & Interiors e Print Magazine, recebeu o prêmio Colunistas “Profissional de Marketing do Ano de 1999”. No ano seguinte, a Ana Couto Branding & Design foi escolhida como a melhor empresa de design pelo mesmo prêmio. A empresa conquistou contas no Brasil e no exterior e têm na carteira de clientes, empresas como Klabin, Unibanco, Procter & Gamble, Coca Cola México e Companhia Vale do Rio Doce.


Compras corporativas – Outro exemplo é Ivani Otani, 42, country manager da Aquanima, empresa do grupo Santander especializada no serviço de compras corporativas. Com competência e comprometimento Ivani pretende dobrar, em dois anos, o volume negociado hoje de R$ 2 bilhões da empresa que dirige. Metas ousadas, no entanto não a fazem abandonar a feminilidade. Para otimizar tempo, por exemplo, Ivani se habituou a fazer as próprias unhas à meia-noite.


Mãe de duas meninas, uma de 13 e outra de 15 anos, a empresária acredita que quem faz hora extra é porque tem uma equipe subdimensionada. “Faço bem o que tenho que fazer e vou embora ver minhas filhas e meu marido, além de viajar e viver. Venho de uma escola de consultoria que se você saísse às nove horas da noite era porque estava desmotivada. Procuro preservar a qualidade de vida na minha equipe”, conta. Para ela, não existe falta de tempo, são as pessoas que não sabem priorizar. “Abdico de horas de sono para fazer o que quero”, completa.


Visão empresarial – Mãe de filhos alérgicos, a enfermeira Obstétrica Sarah Lazaretti apostou as fichas na Alergoshop, empresa de produtos e serviços para pessoas alérgicas. “As alergias não têm cura, mas são facilmente controláveis, por isso eu e minha irmã Julinha Lazaretti resolvemos investir no setor”, conta Sarah. Hoje, com três lojas próprias e revendedores em todo o Brasil, a Alergoshop é muito respeitada no mercado onde atua e oferece um grande leque de opções que inclui capas antiácaros para travesseiros e colchões, cosméticos, maquiagens, entre outros itens.


Quem também soube aproveitar uma oportunidade que apareceu em sua vida foi Maria Carolina Lavieri, proprietária do Colégio Itatiaia em São Paulo. Quando freqüentava a faculdade de história na PUC, Carolina discutia com as outras alunas a relação trabalho e criação de filhos e percebeu que até para estudar as colegas com filhos sentiam culpa por não serem mães em tempo integral. “Eu procurava já naquela época soluções práticas para este dilema. Por esta razão, procurei o setor acadêmico e propus que eles organizassem um centro recreativo para educar e cuidar dos filhos de funcionários e alunos da universidade”, conta.


O problema é que a reitoria fez o projeto ficar arquivado. “Casei, tive filhos, fui trabalhar e as crianças ficavam com minha mãe. Porém, chegou um momento em que aquilo (ser professora, deixar meus filhos com minha mãe ou babá) não me satisfazia e acabei optando pela velha idéia”, conclui. Foi assim que, em 1986, Carolina iniciou a educação infantil do Colégio Itatiaia. Hoje ela acredita ter feito a escolha certa, pois depois de 28 anos de trabalho, vê os resultados.


Mãe e filha – Depois de algumas decepções como franqueadas de uma rede, Heide e Márcia Zamboni, mãe e filha, resolveram partir para carreira solo e abriram a Pax Voyage. “Aprendemos com os erros da empresa da qual fazíamos parte e acrescentamos nossos conhecimentos como turistas para abrir uma rede de franquias de viagens. O resultado está sendo melhor do que pensávamos”, afirma Márcia.


Hoje a empresa conta com 51 unidades franqueadas e a meta para 2008 é a de chegar a 100. “Contamos com a lealdade e o compromisso dos profissionais que atuam ao nosso lado. Isso facilita o trabalho e faz com que o cliente se sinta seguro. Por ser uma empresa administrada por mulheres, existe uma ‘preocupação maternal’ para com nossos clientes, por isso, estamos sempre investindo para que eles tenham sucesso em seus negócios. Nossa mais recente contratação é um Ombudsman que estará encarregado de ouvi-los”, completa.