NF-e: custo pode se tornar benefício

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Autor: Wagner Oliveira

 

É verdade e está definido. A data limite é 1º de abril de 2009. Quando as empresas do segmento de autopeças, além dos setores de bebidas, siderurgia e tintas, serão obrigadas a emitir a fornecedores e clientes a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e). A imposição do governo, por meio das Secretarias da Fazenda dos Estados, visa combater principalmente a sonegação de impostos. Mas é, também, um reforço na luta contra a lavagem de dinheiro e a prática comercial de empresas em débito com o fisco.

 

Com o novo sistema, a receita passa a ter controle sobre a circulação de notas fiscais, sendo responsável pela autorização e validação das operações. Até recentemente, participava apenas do final do processo fiscal – facilitando a ação da bandidagem, inclusive.

 

Para se adaptar às novas exigências, empresas envolvidas estão aprimorando seus sistemas de gestão empresarial. O processo requer uma série de alterações técnicas, sendo viabilizado através da aquisição de soluções desenvolvidas por empresas especializadas em TI, de acordo com o padrão previsto no Protocolo ICMS 68, integrante do Sped (Sistema Público de Escrituração Digital).

 

Nas grandes empresas, a NF-e já é uma realidade. Muitas já adquiriram os serviços disponíveis no mercado e estão aproveitando as vantagens do credenciamento voluntário – contando com prazos mais longos para testar a solução e treinar o pessoal envolvido no processo. Entre as pequenas e médias empresas o cenário é diferente. O custo de aquisição dos novos softwares é o argumento mais utilizado para justificar o atraso.

 

Para driblar este impasse e reduzir custos, essas empresas acabam por baixar os programas disponibilizados gratuitamente pela Secretaria da Fazenda em seu site. Dependendo do volume de notas, entretanto, isso pode criar um funil no processo de faturamento. Ou seja, a empresa acaba tendo um custo operacional mais elevado.

 

Os diferenciais mais importantes nas soluções de empresas especializadas em sistema de NF-e são tanto operacionais como de pós-venda. Operacionalmente, existe a total possibilidade de integração entre o sistema de emissão de NF-e e a ferramenta de gestão utilizada pela empresa – geralmente ERPs. Além de o sistema web permitir centralizar o faturamento de notas fiscais emitidas por diferentes filiais, há também o apoio técnico oferecido.

 

Portanto, a decisão de investimento das pequenas e médias empresas na aquisição dos serviços de NF-e deve ser orientada no sentido de mensurar o benefício futuro em detrimento do custo presente.

 

Wagner Oliveira é sócio-diretor da Versifico Web Solutions.