Novo aliado dos consumidores de baixa renda

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O cartão de crédito transformou-se em forte aliado dos consumidores do segmento de baixa renda, que ganham até R$ 500 por mês. Com um total previsto de 18,5 milhões de plásticos em mãos, eles deverão movimentar R$ 10,3 bilhões em compras em 2006, volume de transações que representa expansão de 24,9% sobre 2005. Os dados foram divulgados hoje por Fernando Chacon, diretor-executivo de Marketing da Credicard, e constam do estudo Mercado de Baixa Renda, parte da pesquisa Indicadores do Mercado de Meios Eletrônicos de Pagamento, realizada pela Credicard.

Os consumidores dessa faixa de renda não só vêm usando mais o cartão para pagar as compras, mas como principal meio de financiamento. Entre os portadores de cartão de baixa renda, 27% usam somente o cartão de crédito como instrumento de crédito, versus 17% dos demais portadores. Além disso, 76% costumam recorrer ao parcelamento sem juros, modalidade de pagamento que permite alongar o vencimento das contas sem ter que pagar juros ou taxas adicionais.

Com o índice previsto de 24,9%, o crescimento do volume de transações dos portadores de cartões do segmento de baixa renda em 2006 ficará acima do crescimento de 22% previsto para o mercado total, que deverá somar R$ 155,6 bilhões. A expansão se deve ao amadurecimento do expressivo número de novos portadores que receberam cartões em 2004 e 2005. O crescimento do número de cartões do segmento também se manterá forte em 2006, totalizando 18,5 milhões de cartões de crédito, o equivalente a um crescimento de 22,8%.

Na análise dos últimos cinco anos, o estudo exclusivo da Credicard destaca que a participação da população de baixa renda no setor tem aumentado constantemente, em função do aumento da quantidade de portadores e do aumento do hábito de utilização do cartão como meio de pagamento e instrumento de crédito. Entre 2001 e 2005, o número de cartões em circulação no país dos portadores de baixa renda passou de 7,66 milhões para 15,07 milhões – ou seja, praticamente dobrou, com um crescimento de 97%.