O cenário da automação bancária

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As conclusões da pesquisa “Banking Automation: Brazil in the international scenario”, apresentadas no ano passado no CIAB, foram reunidas em um livro que está sendo lançado pelo Observatório Digital Softex, unidade de pesquisas da entidade que tem por objetivo desenvolver estudos e gerar subsídios que auxiliem os setores público e privado na tomada de decisões envolvendo a indústria brasileira de software e serviços correlatos.

Coordenado por Nick von Tunzelmann, professor do Science and Technology Policy Studies (SPRU), da Universidade de Sussex, na Inglaterra, e por Giancarlo Nuti Stefanuto, coordenador de Planejamento e Estudos da Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex) e coordenador do Observatório Digital Softex, o trabalho comparou a origem e o atual estágio dos níveis de automação das principais instituições do setor financeiro no Brasil, nos Estados Unidos e na Inglaterra a partir da caracterização e da avaliação dos processos produtivos. Nesta primeira fase do estudo, foram utilizados indicadores de difusão dos níveis de automação bancária.

Ao longo de 61 páginas, o livro apresenta um minucioso levantamento do sistema de pagamentos dos três países, abrangendo a Tecnologia da Informação e a inovação na área bancária, padrões de evolução, compreendendo processo de difusão e interação sistêmica, além de uma análise detalhada do sistema financeiro brasileiro e dos indicadores competitivos. “Os dados coletados permitem afirmar que o Brasil tem certas vantagens relativas no setor como, por exemplo, a diversidade na oferta de serviços e quantidade de funções disponíveis nos caixas automáticos”, comenta Giancarlo Stefanuto, coordenador do Observatório Digital Softex.

O executivo comenta que o estudo radiografa o Brasil apresentando um forte crescimento no número de ATMs per capita, aproximando-se do Reino Unido. “O país também segue a tendência internacional de gradativa substituição do cheque convencional pelo dinheiro de plástico, devendo ainda ser destacado que, embora o número de pessoas com contas bancárias movimentadas pela Internet esteja crescendo lentamente, o número de transações financeiras efetuadas pela web mostra uma evolução bem mais rápida do que a esperada”, finaliza Stefanuto.