O colaborador empregável

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Farta é a literatura na discursão, apresentação dos verdadeiros talentos e parâmetros da empresa moderna para que seja competente no mercado competitivo da atualidade, ante às rápidas transformações do mundo atual, a partir da tecnologia do conhecimento e comunicação, evidenciando-se a nova maneira de fazer negócios, que passou a ser uma relevante questão de sobrevivência da empresa e dos seus colaboradores. Os negócios estão globalizados, o conceito de cliente mudou, substancialmente, a concorrência mais acirrada, o conceito de emprego mudou, “ou você agrega valor para o seu empregador ou você é dispensável”.
O grande diferencial da empresa atual reside no seu capital humano. Conseqüentemente, toda uma gama de estudos, seminários, palestras, pesquisa, cases, vem sendo empreendida, visando-se definir o novo perfil do colaborador da empresa, face à uma dupla vertente, o verdadeiro relacionamento entre empresa & colaborador (marketing interno de relacionamento), alicerçado nas profundas transformações do mundo e, em segundo plano, no conceito de empregatibilidade, da empresa hodierna, face ao novo conceito de emprego. O mercado e o cliente mudaram, passando a exigir um comportamento diferenciado da empresa e dos seus colaboradores.
As pesquisas realizadas por empresas de sucesso e consultores renomados são unanimes em relacionar alguns atributos e talentos indispensáveis a cada colaborador empregável diante de um cliente mais exigente e melhor informado.
Duas perguntas ou questionamentos devem ser feitos, a cada momento, pelo empregado: o que deve fazer para manter-se empregável dentro da empresa?; Que atributos deve ter, como colaborador comprometido com o sucesso da empresa? Múltiplas constatações foram identificadas. Alguns atributos são indispensáveis para permanência do colaborador na empresa face ao novo relacionamento – empresa & empregado.
O colaborador, para ser empregável, há de ser uma pessoa que sabe dar sugestões, sempre que possível, mesmo não sendo instado para tanto, devendo ser um profissional atualizado, através de um permanente estado de aprendizado e treinamento. Somente através do treinamento contínuo poderá o colaborador ser competente e melhor entender as transformações do mundo atual, tendo uma mente aberta para a modernidade da globalização. Investir em si mesmo é o grande desafio atual e não esperar por ações da empresa. O coloborador hodierno deve ser uma pessoa ligada no mundo e nas pessoas, auto-inovando-se, através de leituras, internet, seminários, conferências, palestras, troca de idéias ou informações com a concorrência e debates em associações de classes.
A grande verdade é que o colaborador da empresa moderna deve ser uma pessoa comprometida com o sucesso pessoal e profissional, levando a empresa para o sucesso – lucratividade e cúmplice no atendimento ao cliente, foco maior da modernidade. “68% dos consumidores deixam de comprar na empresa, afirma a Professora Vera Vernareccia – diretora e sócia da Customer Sat, por causa do seu mau atendimento. O consumidor, adianta, é até muito tolerante para os defeitos de produtos e erros involuntários. O que as pessoas não toleram mesmo é serem mal tratadas. E conclui: os líderes e profissionais precisam estar mais próximos dos seus clientes para garantir a perenidade de seus negócios no mercado”.
O colaborador moderno deve ter uma visão macro da empresa, levando-se à competência em colaborar de maneira efetiva para a sobrevivência e crescimento da empresa, sendo uma pessoa atualizada, gostando do que faz, particularmente, das pessoas e da própria empresa. O otimismo e o equilíbrio emocional são essenciais para melhor avaliação funcional pela gestão da empresa, somando-se a ética, à coerência de atitudes e amor à empresa. O colaborador indesejável da empresa é aquele que só sabe alimentar sentimentos negativos, falando mal da empresa, seus gestores, companheiros de trabalho e até mesmo dos clientes, afirma a professora – Vera Vernareccia.
Enfim, o grande foco da empregatibilidade da empresa em relação aos seus colaboradores deve ser avaliado pelo o que agrega, a cada momento, para a lucratividade da empresa.
João Gonçalves Filho (Bosco) – Administrador de Consórcio ([email protected])