O perigo das manifestações na Copa

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Um painel da pesquisa sobre os empresários e a Copa do Mundo, encomendada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), aponta que 47% dos comerciantes acreditam que o comércio deve sofrer perdas de faturamento por conta das manifestações de rua. Foram ouvidos 600 proprietários e gestores de empresas, cujos segmentos de atuação têm relação direta com o evento nas sete cidades-sede que mais receberão partidas (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife e Fortaleza). O estudo ainda aponta que a maioria dos entrevistados (77%) acredita que vão ocorrer protestos durante os jogos da Copa.
“É natural que o os comerciantes estejam receosos, visto que o varejo, principalmente, o de rua e o das grandes capitais, amargou prejuízos em junho do ano passado, durante a Copa das Confederações. O indicador de vendas na época apontou o pior resultado para o mês de toda nossa série histórica. Muitos lojistas tiveram perdas por conta de depredações e outros tiveram que fechar as portas mais cedo por conta dos tumultos”, explica Roque Pellizzaro Junior, presidente da CNDL.
Os empresários que participaram do estudo apontaram duas causas principais para um provável impacto negativo. Para 55%, o consumidor vai evitar frequentar locais públicos, Já 45% acha que o estabelecimento ficará mais tempo fechado diante dos riscos de violência, saques e depredações do estabelecimento.