O potencial do m-commerce

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No mês de julho, o Brasil atingiu a marca de 187 milhões de celulares, segundo a Anatel. Já a previsão de faturamento do comércio eletrônico brasileiro para 2010 foi revista com um aumento de 35%. A princípio, o valor seria de R$ 13,6 bilhões. Agora é calculado em R$ 14,3 bilhões. Os números demonstram o enorme potencial que o comércio eletrônico móvel, o chamado mobile commerce, poderá atingir.  Porém, isso ainda depende das empresas se voltarem para esse novo canal, aponta, em entrevista exclusiva, Alexandre Soncini, sócio-diretor da WX7 Solutions, empresa que faz projetos para o comércio eletrônico.

 

Para o executivo, o consumidor que impulsionará esse movimento. “O consumidor está se tornando cada vez mais multicanal. Ele vai exigir que as marcas que ele gosta estejam disponíveis pelo mobile commerce”, declara Soncini. Soncini comenta que deveria ser o contrário. “As empresas é que deveriam criar uma estratégia para o mobile commerce. Mas são poucas as empresas que disponibilizam a possibilidade de compra via celular. Suas plataformas ainda não estão preparadas para isso”, afirma o executivo.

 

Soncini informa que a maior dificuldade para as empresas é que os celulares têm dispositivos diferenciados, não há um padrão único que funcione em todos os navegadores. “Os empresários terão de definir uma estratégia que deverá levar em conta os diversos dispositivos e navegadores no universo mobile ou o desenvolvimento de aplicativos específicos”, explica.

 

Ele faz alguns cálculos para saber quanto o empresário terá de investir para rodar seu site num dispositivo móvel. Para adaptar uma loja virtual que possa ser acessada por meio do Safari, navegador disponível no iPhone, o lojista deverá investir em torno de R$ 10 mil. “E, dependendo da quantidade de funcionalidades que irão ser disponibilizadas para o visitante, ele terá de investir mais”, explica. “No caso de também disponibilizar para outros navegadores de outros dispositivos, o Internet Explorer, disponível no sistema operacional Windows Mobile, por exemplo, o investimento deverá ser avaliado para cada caso”, acrescenta Soncini.