O que os executivos esperam da crise

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O Grupo BPI, multinacional francesa especializada em reestruturação de empresas e gestão de pessoas, realizou uma pesquisa mundial para saber o que os altos executivos esperavam da crise. Entre os resultados, é possível perceber um otimismo maior do executivo brasileiro, enquanto o resto do mundo reage de forma mais contida. A pesquisa foi realizada em dezembro 2008, com 7.590 executivos, de empresas de todos os portes e setores, em 14 países (Bélgica, Brasil, Finlândia, Polônia, Romênia, Rússia, Suíça, Reino Unido, Alemanha, França, Espanha, Itália, China, Estados Unidos).

 

A pesquisa mostra que cerca de 40% dos executivos brasileiros acredita que a crise vai durar menos de um ano, 44% no máximo dois anos e somente 14% mais de dois anos, diferente do mundo, onde a maioria acredita em prazos de dois ou mais anos. O executivo brasileiro é o único que acredita que a crise vai durar períodos de menos de um ano.

 

Além disso, a maioria dos executivos brasileiros entrevistados acredita que a crise vai afetar igualmente o Brasil e o resto do mundo (47,5%), ou muito menos do que o resto do mundo (46.8%). Mais otimista estão apenas os chineses, dos quais 59% acham que a China vai ser menos afetada. Os executivos que acreditam que serão mais afetadas são os americanos, os ingleses e os espanhóis, obviamente.

 

Os executivos ouvidos no mundo revelaram também que estão otimistas quanto ao futuro de suas empresas (78,4% do mundo e 91,4% dos brasileiros). Uma maioria no mundo, 58%, não acredita em reestruturações nas empresas. Já 70% dos executivos brasileiros, contrariamente, acreditam em grandes reestruturações, número muito acima dos outros países. Apesar disso, cerca de 62% dos executivos brasileiros acreditam que não haverão demissões dentro de sua equipe. No resto do mundo, este número é de 64,5%.

 

Cerca de 80% do mundo ainda está otimista sobre o futuro profissional. Os profissionais brasileiros, mais uma vez no pico, dos quais 95,3% acreditam que o futuro profissional vai ser ótimo. Sendo que a maioria dos executivos brasileiros, 62%, não acha que seu futuro profissional tenha ligação à crise econômica atual. Ainda num clima de otimismo, 82% dos executivos brasileiros acreditam que vão ter um aumento de salário superior ou igual ao de anos anteriores. Apenas 6,5% não acreditam em aumento, de maneira absolutamente divergente do mundo, onde 40% não acreditam em aumento e 27% acha que se houver aumento, será muito inferior ao de anos anteriores.