O que pensam os pequenos?

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Qual é a ótica das crianças sobre temas corriqueiros como família, escola, amigos, internet e celular? E como seria comparar a visão delas com a dos seus familiares adultos? O canal Gloob, em parceria com a Play Conteúdo Inteligente, realizou um estudo ao longo de 2015 que responde estas e outras perguntas. Trazendo, ainda, revelações que dizem muito sobre o consumo de entretenimento e o comportamento das crianças no futuro.
Nomeada de “Como as crianças pensam”, a pesquisa focou no eixo RJ-SP para conversar, por meio de entrevistas em domicílio, com 32 crianças (meninos e meninas), com idades entre 6 a 9 anos – público-alvo do canal, de classe B2C, com acesso à internet e que assistem TV pelo menos quatro vezes na semana. Além deles, o estudo ainda coletou depoimentos dos pais, fazendo sempre as mesmas perguntas para as duas gerações. Os entrevistados revelaram o que a família, amigos, o ato de brincar, a escola, internet, televisão, games, celular, o ato de andar de carro e as férias representam em suas vidas.
 “É importante caminharmos sempre ao encontro do nosso target, que em um mundo com tantas transformações, está em constante mudança. Saber o que as crianças pensam sobre os assuntos do cotidiano e como se comportam em relação a eles nos permite conseguir falar, cada vez mais, a linguagem deles.”, explica Luciane Neno, gerente de marketing do canal. 
O resultado
Segundo o resultado da pesquisa, a reunião de família hoje, para as crianças, é um motivo de comemoração. Proporcionando novos momentos de celebração e de consumo de entretenimento, alimentos e bebidas. Os amigos, por sua vez, são acessados para informar ou comunicar algo. A partir disto, surgem os amigos especialistas e as crianças embaixadoras de marcas e produtos. E as brincadeiras, com o advento da tecnologia, tornaram-se mais democráticas, baratas e de fácil acesso, já que o brincar para os pequenos de hoje é sinônimo de se ter um tablet.
Já as escolas ainda mantêm a influência no comportamento e no aprendizado. Porém, aliado a eles, vem o consumo de marcas. O professor se tornou o amigo mais velho, indicando determinado material para ser comprado ou usado. São os denominados pelo estudo como “profeblogueiros”, aqueles que têm a opinião, a prática e a rede de escuta. A internet, por outro lado, não trouxe nada de novo para a geração mirim. Uma vez que ela já está inserida no contexto de vida das crianças. Desta forma, surgem os consumidores on demand que não aceitam esperar para assistir a algo na TV. E o andar de carro, que para os pais é muitas vezes sinônimo de tédio, para as crianças representa férias e divertimento. É no carro que os pais liberam por um tempo maior o acesso ao tablet e ao celular. Este cenário gera uma nova oportunidade para o interior do veículo – a conexão via wi-fi.
“Sabendo que as crianças são a manifestação da sociedade, é importante começarmos a pensar como atenderemos a consumidores tão exigentes, dinâmicos e atentos. Há tempo se fala em comunicação 360. Acredito que esta será realmente a primeira geração que exigirá que façamos isso. Não porque precisam de mais estímulos e sim porque desejam, podem e estarão em todos os lugares em todo momento”, completa Aurélia Picoli, diretora de pesquisa da Play.