Os impactos do open banking

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O “open banking” já dá sinais claros do que será o banco do futuro, com serviços personalizados, inovadores e maior concorrência no mercado. A novidade avança em várias regiões do mundo: os bancos da União Europeia (UE), por exemplo, estão desde o dia 14, operando o “open banking” europeu com todos os requisitos previstos, o que altera radicalmente as regras do jogo bancário. O ritmo acelerado de implantação dessa inovação também deve ser uma realidade no mercado brasileiro. “Essa é uma medida que, invariavelmente, impactará o Brasil e queremos ser pioneiros nessa tendência. Nós caminhamos para o mesmo modelo – é só uma questão de tempo”, avalia Herivelton Martins, Product Owner da Cedro Technologies.
Tanto que o Banco Central já editou comunicado com os requisitos fundamentais para sua implantação.  No texto, os dados a serem compartilhados serão relativos a produtos e serviços, dados cadastrais, dados transacionais e serviços de pagamento. Essas informações deverão ser compartilhadas pelas instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central, sempre com o consentimento do cliente.
No Brasil, a novidade será particularmente importante tendo em vista a democratização de informações e a desconcentração propiciadas pelo “open banking”, o que trará muitas mudanças em um mercado bancário concentrado em cinco instituições. Nesse sentido, o executivo conta que a Cedro Technologies tem desenvolvido nos últimos anos inovações que habilitam o mercado brasileiro a ficar em linha com a evolução dessa solução no mundo. Esse conhecimento será importante para a implantação da novidade, uma vez que o “open banking” obriga as instituições financeiras a dispor de interfaces para que terceiros tenham acesso às contas correntes dos clientes, desde que eles autorizem.
Com o “open banking”, os clientes dos bancos terão uma espécie de login similar ao do Google e do Facebook, quando utilizados para autorização de serviços ou aplicativos de terceiros. Da mesma forma, nesse novo ambiente, será possível finalizar uma compra em um e-commerce sem precisar preencher um número de cartão de crédito. Outra vantagem seria a possibilidade de uma fintech comparar de uma só vez as condições dos produtos de todas as instituições (similares aos buscadores que já existem para comparar preços no varejo virtual entre e-commerces) e permitiria aos clientes saberem quais bancos oferecem as melhores condições de tarifas, taxas de juros e melhores produtos.