Os líderes de reclamações

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De acordo com o Cadastro nacional de Reclamações Fundamentadas 2008, divulgado pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), as áreas que tiveram mais reclamações foram a de produtos, com 61.041, assuntos financeiros, com 15.175, e serviços essenciais, com 12.925. Em produtos, aparelhos de telefones celulares respondem por 56,1% do total de reclamações registradas e consideradas procedentes pelos Procons estaduais. Já entre os assuntos financeiros, os cartões de crédito são os vilões, com 39,6% das reclamações. A telefonia, fixa e móvel, também tem altos níveis de reclamações – é responsável por 75,5% das queixas relacionadas a serviços essenciais.

 

Segundo o diretor do DPDC, Ricardo Morishita, tão importante quanto o número de reclamações que uma empresa recebe é quantas dessas são atendidas ou não. Nesse ponto, novamente os celulares lideram o ranking negativo. Siemens, Pantech Brasil Comercialização de Celulares Ltda e Gradiente são as três primeiras da lista de empresas que não atendem as queixas dos consumidores, com 45,6%, 41,5% e 38,4% de reclamações não atendidas, respectivamente. Em seguida, vem a empresa de telefonia móvel Oi, com 37% das queixas ignoradas, e Banco Itaucard, com 36,8%, fechando o ranking das cinco primeiras.

 

“Trocando em miúdos, se um consumidor levar um produto da Siemens, ele tem 45% chance de ter a sua queixa não atendida caso haja algum problema, mesmo com a interferência do Procon”, explica Morishita. “Isso serve para balizar a escolha do consumidor ao adquirir um produto”, completa. Segundo ele, esse tipo de cadastro serve também para influenciar as políticas públicas e as ações de fiscalização das agências reguladoras. “Quando não atende a uma reclamação, a empresa pode sofrer várias sanções, como multas”, explicou o diretor do DPDC.