Outsourcing ou outtasking?

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Paulo Alessandro

O conceito de outsourcing não é novidade para ninguém. No entanto, o que ainda causa dúvidas é: como adotá-lo? Qual a forma correta? Qual o melhor momento? Em paralelo aos questionamentos sobre terceirizar ou não e como fazê-lo, algumas outras alternativas baseadas no conceito outsourcing começam a surgir de acordo com as necessidades e possibilidades do mercado. O que seria então a idéia de outtasking?

Esse novo modelo de outsourcing consiste na ação de terceirizar tarefas específicas de uma empresa e não mais áreas de negócio inteiras. O auttasking é um conceito mais aceitável de terceirização para as companhias conservadoras que acreditam que o outsourcing significa perda de controle e de comando. Este posicionamento também permite às empresas de médio e pequeno porte buscar maior flexibilidade, especialização técnica, com sensível redução de custos administrativos e operacionais.

Com foco em redução de custos e especialização de mão-de-obra, o outtasking é um “primeiro passo” rumo ao outsourcing parcial ou completo. Trata-se de um processo de gestão pelo qual são repassadas apenas algumas atividades para terceiros, devidamente qualificados e especializados para tal. Dessa forma, estabelece-se uma relação de parceria, na qual o terceirizado assume tarefas essencialmente ligadas ao negócio e mantém a administração dos níveis de serviços ofertados.

Quando pensamos em outsourcing vem à tona análise sobre custos diretos ou indiretos, viabilidade, parceria, capacitação interna ou delegar para especialistas. Nesse sentido, o outsourcing pode ser extremamente benéfico para algumas empresas e um processo desastroso para outras. Por isso, é necessário avaliar primeiramente o perfil da companhia e suas estratégias de negócios antes de adotar este tipo de serviço.

A idéia de terceirizar é descentralizar as funções, permitindo à equipe de TI das empresas maior foco no core business da companhia. Pois, cada vez mais o CIO e seu time assumem uma função de extrema importância para o “negócio” das empresas, além da árdua tarefa de usar a tecnologia da informação na busca de diferenciais competitivos: redução de custos operacionais, ganho de produtividade e modernização de processos.

Paulo Alessandro é engenheiro da integradora 2S.