PayU define Brasil como mercado prioritário

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O cenário positivo do e-commerce no Brasil levou a PayU, empresa global de pagamentos online pertencente ao grupo multinacional de mídia Naspers, a definir o País como um dos mercados prioritários para investir nos próximos anos. A aposta foi reforçada com a recente chegada de dois executivos do comando da América Latina: José Vélez, CEO Latam, e Ana Sandoval, que assume como country manager.
A dupla aterrissa no País com o desafio de ampliar o market share em meios de pagamento e, mais do que isso, avançar sobre o mercado de fintechs por meio do lançamento de serviços e aquisições. Recentemente, a Naspers investiu com sua divisão de Fintech na Creditas, plataforma digital de empréstimos, e em outras fintechs na Alemanha e na Índia.
 
“A partir de agora daremos uma atenção ainda maior ao Brasil. Temos planos para o lançamento de novos produtos e queremos ampliar nossa participação em aliança com parceiros locais para oferecer meios de pagamento e crédito. Vamos adotar uma estratégia comercial agressiva e ligar nosso radar para fazer aportes em startups de fintech, especialmente na área de crédito”, diz Vélez.
Segundo Ana, até 2020, a empresa quer estar entre os três primeiros players em meios de pagamento no Brasil e avançar sobre outros mercados, como recebíveis. “Os dois grandes mercados com alto potencial para PayU são Índia e Brasil, além da Polônia. Queremos crescer muito aqui para ganhar ainda mais market share. Hoje já estamos entre os cinco principais players dentro do mercado dos subadquirentes”, comenta Vélez.
Com a vinda dos dois executivos, a PayU passa a ter dois centros de comando na região, sendo o outro em Bogotá, que se mantém em pleno funcionamento e de onde vieram José Vélez e Ana Sandoval. Depois de 11 anos de atuação no País, a empresa se desvinculou do Buscapé em 2014 seguindo um processo de globalização e verticalização dos negócios de meios de pagamentos da Naspers. Da marca Bcash, assumiu então o nome PayU como em todos os países em que atua. Após ter finalizado este processo de unificação, a companhia está agora com fôlego e disposição para avançar sobre mercados estratégicos como o Brasil.
 
PRODUTOS MAIS FLEXÍVEIS 
Em 2016, a PayU alcançou crescimento de 50% no total de valores processados e de mais de 100% em transações no Brasil, um resultado que foi impulsionado, principalmente, com clientes médios e grandes. Para atrair mais empresas deste porte e as pequenas, começará a oferecer condições ainda mais competitivas, como tarifas menores e novas regras e flexibilidade na antecipação de recebíveis. A estratégia para crescer no mercado brasileiro será trazer a experiência internacional da empresa em diversos mercados e que podem ser adaptadas para a realidade local. A aceleração da atuação no País contempla investimentos em equipe, marketing e tecnologia. “Temos uma estrutura regional e uma única plataforma tecnológica. A proposta é trazer nosso conhecimento global para o Brasil e vice-versa. A gestão estará muito focada localmente para trazer maior agilidade e estabelecer contato com o mercado aqui. Vamos pensar em produtos específicos para o País”, finaliza Vélez.