Personalidade digital

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Existe realmente uma personalidade digital? De acordo com um novo estudo global da MasterCard, a resposta é sim. O projeto Digital Sharing and Trust mostra que os consumidores perdem suas identidades do “mundo real” quando estão on-line para assumir “personalidades digitais”, que refletem melhor como eles se sentem, que ações tomam em relação às suas informações pessoais e qual o valor dos seus dados. Estes cinco tipos de personalidades – Compartilhadores Abertos, Interatores Simples, Compradores Exclusivos, Usuários Passivos e Protetores Proativos – estão distribuídos uniformemente por toda a população mundial, independentemente de qualquer fronteira regional ou demográfica. 
 
“Esta pesquisa mostra que, independentemente de quem são e onde vivem, todos compartilham algo em comum quando se trata de como eles agem e se comportam on-line. Isso também nos mostra que quando os consumidores estão on-line, características como sexo ou nacionalidade se tornam secundárias e é assumido o que chamamos de ´cidadania social´”, afirma Theodore Iacobuzio, vice-presidente do grupo Global Insights da MasterCard, que produziu o estudo.
 
Embora os consumidores estejam cada vez mais experientes na gestão de sua identidade digital, o estudo revela que há uma hierarquia clara no tipo de informação que eles estão dispostos a compartilhar e há certos tipos de organizações em que confiam os seus dados. Algumas das principais conclusões sobre cada grupo incluem:
 
“Compartilhadores Abertos”: 21% dos consumidores se enquadram nessa categoria, que inclui, em sua maioria, membros do sexo masculino (60%). Os Compartilhadores Abertos são os que possuem a mais estreita relação com o meio digital e tendem a realizar atividades on-line menos avessas ao risco. Metade deles está on-line mais de 10 vezes por dia e, quando compartilham informações pessoais, esperam em troca negócios, acesso e ofertas.
“Interatores Simples”: Esse grupo, que responde por 21% da população, inclui alguns dos membros mais dedicados das redes sociais, mas não são necessariamente os consumidores mais especializados em tecnologia. Quando se trata de compras on-line, a maior parte (80%) pesquisa por produtos na internet, mas 63% ainda preferem comprar pessoalmente. Embora estejam cientes do marketing direcionado, eles não enxergam valor em seus dados e, assim, não expressam preocupação significativa com relação ao assunto.
 “Compradores Exclusivos”: Este grupo é caracterizado por sua confiança na internet para pesquisa de produtos e compras. Constituído por 21% dos consumidores, a maioria (90%) desses internautas investiga sobre o produto na internet antes de comprar e metade deles usam o telefone celular para verificar o preço na loja, a fim de obter os melhores negócios. Surpreendentemente, eles possuem baixa consciência de marketing dedicado, pois apenas 37% sabem que os sites e mídias sociais utilizam seus dados pessoais para informar anúncios.
 “Usuários Passivos”: Como o nome sugere, os membros deste grupo não estão totalmente convencidos do valor da internet e, portanto, tendem a gastar menos on-line em relação às outras personalidades. Constituindo 20% dos consumidores, os Usuários Passivos estão entre os menos frequentes nas redes sociais (apenas 48%) e não são assíduos compradores on-line. Comparados às outras personalidades, eles estão mais propensos a comprar a partir de dispositivos móveis e mais dispostos a negociar seus dados por algo em troca.
“Protetores Proativos”: Composto por 17% dos consumidores, os Protetores Proativos estão altamente conscientes do marketing direcionado – na verdade, 82% têm conhecimento de que os comerciantes podem orientá-los com base em sua pesquisa e histórico de navegação. Eles não estão suscetíveis às redes sociais e são os mais cautelosos com suas configurações de privacidade dentre todas as personalidades, pois tomam medidas para proteger e controlar seus dados na internet.
 
Descobertas adicionais do estudo que se aplicam a todas as personalidades incluem:
– De acordo com a pesquisa, 64% dos consumidores acreditam que os seus dados pessoais têm valor para os comerciantes e anunciantes.
 
– O estudo revelou que 60% dos consumidores sabem como alterar as configurações de privacidade em seu navegador.
 
– A maioria dos consumidores (55%) aprecia quando as empresas adaptam as ofertas a eles com base nas informações que compartilham.
 
– Quase metade (49%) dos consumidores pesquisam preços em seus dispositivos móveis na loja para se certificar de que estão escolhendo as melhores ofertas. 
 
“No mundo digital atual, os consumidores continuam a gastar mais do seu tempo e dinheiro on-line”, diz Iacobuzio. “Isso demonstra que a compreensão dessas cinco personalidades distintas será importante para diversos públicos, especialmente para varejistas e comerciantes. Através de uma melhor compreensão de por que afinal os consumidores desejam compartilhar suas informações on-line, as empresas podem estar mais preparadas para se envolver com eles de forma significativa e relevante”, complementa.

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